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RMBH é campeã na redução da pobreza, revela pesquisa

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que os índices de pobreza na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) caíram 40,8% nos últimos seis anos. O resultado da RMBH é o melhor entre as seis capitais pesquisadas. A pesquisa revela que essa redução tem a ver com a queda do desemprego.

Quarta-feira | 06/08/2008 | 12:48·Atualizado em 29/06/2013 | 01:16
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BELO HORIZONTE (06/08/08) - Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), nessa terça-feira (5), mostra que os índices de pobreza na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) tiveram uma redução de 40,8% nos últimos seis anos. O desempenho da RMBH é o melhor entre as seis regiões pesquisadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. Rio de Janeiro ficou em segundo lugar (queda de 30,7%), seguida por Salvador, com queda de 29,8%.

Na avaliação do coordenador técnico da pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Belo Horizonte, da Fundação João Pinheiro (FJP), Plínio de Campos, “hoje há mais pessoas trabalhando na RMBH, com um salário médio em torno de R$ 987, ou seja, tem mais dinheiro circulando no mercado. Com mais gente trabalhando, a renda familiar tende a aumentar”.

De acordo com pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP), que mede os índices de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Belo Horizonte desde 1996, a partir de 2003, quando foi alcançado o maior índice de desemprego na RMBH, de 20%, e comparando com 2007, quando foi constatado o menor índice de 12,2%, ocorreu uma redução de 39% no contingente de desempregados.

Na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) realizada pela FJP observa-se que a RMBH tem tido um melhor desempenho do que outras regiões metropolitanas do país. A recuperação do mercado de trabalho foi positiva entre 2006 e 2007, com crescimento de 11,6% e as taxas de desemprego recuaram de 13,8% em 2006 para 12,2% em 2007. Em junho de 2008, a PED registrou 9,9% de desemprego, a menor taxa desde 1996, quando os levantamentos iniciaram. Esses números confirmam a Região Metropolitana da capital mineira como a de menor índice de desemprego entre as regiões pesquisadas.

Segundo Plínio de Campos, é visível um aumento na renda das pessoas na RMH. “Constatamos em junho de 2008 que as pessoas que ganham acima de R$1.200 têm tido um aumento maior na renda”. Com a diminuição dos índices de desemprego é evidente que há mais dinheiro circulando no mercado, afirma o pesquisador.

O pesquisador da Fundação João Pinheiro comenta que a divulgação do trabalho da FGV “A Nova Classe Média” aponta para uma mobilidade positiva entre as camadas sociais do país e destaca a RMBH, como sendo a região mais dinâmica entre as metrópoles analisadas.

Outro estudo recente, o “Mapa do Mercado de Trabalho Formal em Minas Gerais” divulgado pela FJP, demonstra que os resultados positivos na contratação formal de mão-de-obra, “tem alcançado expressivo crescimento em todo o território mineiro”, afirma Plínio de Campos.