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Notícia

Saúde capacita macrorregional Leste na implantação do Programa de controle do câncer de mama

Com o programa, a meta do Governo de Minas é a cobertura de 50% da população feminina na faixa etária de 45 a 69 anos, reduzindo os índices de mortalidade

Segunda-feira | 20/08/2012 | 14:19·Atualizado em 30/06/2013 | 22:17
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Médicos, enfermeiros, gestores e prestadores de serviço de 83 municípios da macrorregião Leste participaram da capacitação
Médicos, enfermeiros, gestores e prestadores de serviço de 83 municípios da macrorregião Leste participaram da capacitação / Crédito: Frederico Bussinger

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu, nesta segunda-feira (20), em Ipatinga, no Leste do Estado, Capacitação Gerencial de Implantação do Programa Estadual de Controle de Câncer de Mama. Médicos, enfermeiros, gestores e prestadores de serviço de 83 municípios da macrorregião Leste participaram do treinamento. Segundo dados do Estado, o câncer de mama é a segunda maior causa de mortalidade em Minas Gerais. Com o programa, a meta do Governo de Minas é a cobertura de 50% da população feminina na faixa etária de 45 a 69 anos, reduzindo os índices de mortalidade.

“Minas sai na frente em todo o país com a implantação do Programa de Controle de Câncer de Mama no Estado. Estamos aproveitando o financiamento do governo federal e com esta implantação pretendemos triplicar a realização dos exames de mamografia realizados no Estado. Essa capacitação também é o momento para discutirmos e debatermos os inúmeros problemas que estão atrelados à realização desse procedimento, entendendo que para todas as dificuldades existem soluções. Esse programa só vai funcionar se realmente os atores locais, prefeitos, gestores, profissionais de saúde, aderirem ao movimento e implantá-lo em seus municípios”,  ressaltou o coordenador Estadual do Programa Viva Mulher da SES-MG, Sérgio Bicalho.

Para a superintendente Regional de Saúde de Governador Valadares, Sheila Furbino, “o programa traz uma política inovadora, porque vem ampliar e dar mais acesso aos exames de mamografia, com definição mais rápida do diagnóstico e reduzindo os índices de mortalidade de mulheres no Estado”.

Já o superintendente Regional de Coronel Fabriciano, Anchieta Poggiali, salientou a importância da adesão dos municípios. ”Estamos honrados em sediar aqui em Ipatinga essa capacitação. É importante que todos os municípios assumam o compromisso de implantação do programa para que possamos ter um controle de câncer de mama em toda a macrorregião”, disse.

Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama

Trata-se de um vasto conjunto de ações com o objetivo de estimular o aumento da realização dos exames de mamografia em todo o Estado. Para isso, a SES-MG está focada em três vertentes: ampliar a faixa etária (45 a 69 anos), facilitar o acesso ao exame e a definição diagnóstica para que as mulheres, assim que diagnosticadas com câncer de mama, possam dar início ao tratamento.

Até então, a faixa etária prioritária para o rastreamento do câncer de mama em Minas era de 50 a 69 anos. Entretanto, revisões sistemáticas divulgadas recentemente pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que o impacto do rastreamento mamográfico na redução da mortalidade por câncer de mama pode chegar a 25%.

Outra novidade trazida pelo programa é relativa a requisição para realizar a mamografia. Ela poderá ser solicitada diretamente pelas mulheres de 45 a 69 anos em todos os estabelecimentos de saúde públicos sem a necessidade de passar previamente por uma consulta médica. O modelo é uma inovação, pois torna as mulheres corresponsáveis pela atenção a sua própria saúde.

A Doença

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres, representando 23% do total de casos de câncer no mundo em 2008, com aproximadamente 1,4 milhão de novas ocorrências. É a quinta causa de morte por câncer em geral (458 mil óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

Na medida em que as ações de rastreamento do câncer de mama forem expandidas na população-alvo, espera-se que a apresentação da doença seja cada vez mais por imagem e menos por sintoma, ampliando-se as possibilidades de intervenção conservadora e prognóstico favorável. Destaca-se, no entanto, que mesmo nos países com rastreamento bem organizado e boa cobertura, aproximadamente metade dos casos são detectados em fase sintomática, o que aponta a necessidade de valorização do diagnóstico precoce.

Segundo estimativa do Inca, só no ano de 2012 deve fazer 52.860 novos casos (com o risco de 52 casos em cada 100 mil mulheres). Ainda de acordo com o Inca, o câncer de mama também é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste (69 casos para cada 100 mil mulheres).