Saúde do idoso é tema de curso em Belo Horizonte
BELO HORIZONTE (03/11/09) - Parceria entre a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP/MG), Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH) e Ministério da Saúde (MS), qualifica, a partir desta terça-feira (3), 700 profissionais graduados na1ª etapa da ação de Qualificação em Cuidado Domiciliar da Pessoa Idosa Frágil.
Camila Silva de Paula é farmacêutica do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) há pouco mais de um ano e, juntamente com a equipe de enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e outros profissionais da saúde, participa de visitas domiciliares. Ela integra o grupo que vai ser qualificado. Ao contrário do que muitos podem pensar, apesar de não ser um profissional do cuidado como o enfermeiro, por exemplo, o farmacêutico também tem papel importante na promoção da saúde do idoso.
“Acredito que o usuário do serviço de saúde não pode ser visto como alguém que só precisa do medicamento, assim como alguém que só precisa de cuidado na reabilitação. A gente enxerga o usuário como um todo”, esclarece Camila Silva. A farmacêutica explica, ainda, que a realidade da sua categoria tem modificado para melhor. “Nós estamos nos integrando cada vez mais com outros profissionais da rede. Antes o farmacêutico era o que mais estava afastado do usuário, hoje, acompanhamos a administração do medicamento, principalmente no caso do idoso que geralmente consome vários remédios”, comemora.
O curso
A qualificação tem o objetivo de realizar a capacitação teórica e prática de profissionais da saúde não-médicos para o cuidado da pessoa idosa frágil, é o que explica a coordenadora do projeto, Patrícia Guimarães Ferreira. “A iniciativa será dividida em oito momentos e voltada para públicos diferenciados”.
O primeiro é voltado para os profissionais graduados que atuam nos serviços de saúde do município. O segundo será voltado para enfermeiros de nível médio. Em seguida, será a vez dos cuidadores institucionais, ou seja, aqueles com formação. O quarto momento será voltado para trabalhadores e dirigentes que atuam nas Instituições de Longa Permanência de Idosos. Os agentes comunitários de saúde também serão qualificados para lidarem com esse público específico. Por último, cerca de 2500 familiares envolvidos no cuidado da pessoa idosa serão capacitados. Ao todo, serão cerca de oito mil pessoas envolvidas no projeto”, esclarece Patrícia Guimarães.
Para a coordenadora da educação continuada da ESP-MG, Ana Cristina Lio, o curso é uma parceria bem sucedida. “É um prazer para Escola fazer mais uma parceria com a PBH, que é nossa parceria também em outras ações. Também é uma oportunidade qualificar os profissionais da rede, que são aqueles que vão atuar na saúde de uma população que cresce cada vez mais”, explica.
População idosa
Atualmente, Belo Horizonte conta com cerca de 204 mil idosos em sua composição populacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos quais 1600 moram em instituições de longa permanência para idosos. Cinco mil estão em condição de alta dependência funcional, ou seja, acamados. Para a gerente do CES, Bianca Guimarães Veloso, um projeto voltado para o idoso é muito relevante. “O serviço tem que garantir suporte para esse grupo que por conquista está crescendo, o que significa que estamos melhorando sua condição de vida. O diferencial desse curso vai além da educação em serviço e alcança também a população que será qualificada pelo serviço”, diz satisfeita.