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Seapa e cadeia produtiva da carne fazem balanço da febre aftosa

As conseqüências para a pecuária e para a indústria de Minas após a descoberta de focos da febre aftosa no rebanho nacional. Este será um dos assuntos discutidos na reunião da Câmara Técnica de Bovinocultura de Corte, na quarta-feira, no auditório da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em BH.

Segunda-feira | 14/11/2005 | 18:04·Atualizado em 03/06/2013 | 12:45
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BELO HORIZONTE (14/11/05) – As conseqüências para a pecuária e para a indústria de Minas após a descoberta de focos da febre aftosa no rebanho nacional. Este será um dos assuntos discutidos na reunião da Câmara Técnica de Bovinocultura de Corte, nesta quarta-feira (16), às 10 horas, no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), em Belo Horizonte.

As câmaras técnicas são grupos de apoio à formulação da política agrícola do governo estadual, por intermédio da Secretaria. Constituídas por representantes dos segmentos do agronegócio indicados pelas entidades de classe, pesquisadores das universidades e órgãos do governo, elas podem contar com até 14 membros, mas a sua composição majoritária é da iniciativa privada. O secretário Silas Brasileiro explica que as câmaras trabalham com base nos temas apresentados por seus integrantes, mas a principal referência para suas ações é o Plano Setorial, com a identificação dos problemas e a sugestão de alternativas.

De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Bovinocultura de Corte, Luiz Carlos de Oliveira, o Plano Setorial trabalha com programas de apoio ao setor produtivo e industrial da carne bovina, incluindo a reativação e ampliação de estabelecimentos de abate para a exportação. Outra vertente é a promoção comercial e a conquista do mercado internacional para a carne produzida em Minas. Dentro do Plano Setorial, também existe um programa de fortalecimento do Instituto Mineiro de Agropecuária (vinculado à Secretaria da Agricultura), que é responsável pela defesa animal e vegetal do Estado.

“Apesar de lamentável, os casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul poderão favorecer a pecuária mineira, caso sejam implementadas os programas constantes do Plano Setorial. O embargo à carne do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul poderá se transformar em oportunidade para que Minas conquiste maior espaço no mercado internacional”, explica Luiz Carlos. Estão ainda em estudo, pelas Secretarias de Agricultura Pecuária e Abastecimento, de Desenvolvimento Econômico e da Fazenda, medidas para melhoria da competitividade da pecuária e indústria da carne mineira. Entre as medidas estão as adequações tributárias e apoio institucional e financeiro aos setores produtivo e industrial para que essas possíveis vantagens sejam sustentadas e não temporárias. Segundo Luiz Carlos, o Estado tem potencial para aumentar imediatamente o número de animais de qualidade e duplicar o abate em apenas um ano. “Além disso, existe a possibilidade de aumentar o número de frigoríficos credenciados para a exportação, pois existe em Minas um parque industrial com padrão internacional que está ocioso, o que elevaria as exportações das atuais 30 mil toneladas previstas para 2005 para 100 mil toneladas em 2006 ”, explica.

O debate da Câmara Técnica vai servir para conhecer as demandas da iniciativa privada e de que forma o governo estadual pode contribuir para a expansão do setor produtivo e industrial da bovinocultura de corte. Estarão presentes presidentes de frigoríficos de Minas que exportam carne bovina (Mata Boi e Frisa), da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e da Associação dos Frigoríficos de Minas Gerais (Afrig).

Agência Minas

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