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Notícia

Secretaria de Cultura inaugura Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira

Acervo sobre artes visuais reunido ao longo de 50 anos pelo crítico Márcio Sampaio foi doado à Superintendência de Museus e Artes Visuais de Minas Gerais

Segunda-feira | 12/12/2016 | 13:20·Atualizado em 12/12/2016 | 14:34
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O Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira agrega à Superintendência de Museus e Artes Visuais mais um espaço aberto ao público, para visitação e pesquisa
O Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira agrega à Superintendência de Museus e Artes Visuais mais um espaço aberto ao público, para visitação e pesquisa / Crédito: Carlos Alberto/Imprensa MG

Um rico acervo sobre artes visuais mineiras, envolvendo catálogos, livros, publicações diversas, áudios e vídeos, que retratam cerca de 1.700 artistas que atuaram do Século XIX até os dias atuais é o que compreende o Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira (Cedam), que a Secretaria de Estado de Cultura inaugura nesta terça (13/12).

O acervo é formado pela coleção particular do renomado crítico de arte e pesquisador Márcio Sampaio, que cedeu todo o material à Superintendência de Museus e Artes Visuais de Minas Gerais.

O evento integra a programação do 9º Encontro Estadual de Museus, que acontece nesta segunda e terça-feira (12 e 13/12), com o tema “Pesquisa: no e para museu”.


O crítico de arte e pesquisador Márcio Sampaio - Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG
 

O acervo é fruto de meio século de dedicação de Márcio Sampaio, que recolheu material sobre a arte visual mineira, compondo uma coleção com vasto registro sobre os principais e mais destacados nomes do cenário estadual.

Estão incorporados ao Cedam bibliografias e publicações sobre a arte brasileira e internacional, catálogos de exposições, gravações em vídeos, recortes de jornais e revistas, além de gravações em áudios e transcrições em CD.

Todo esse material reúne informações sobre artistas de várias épocas, especialmente com ênfase na arte moderna e contemporânea. Um dos destaques é o profundo material que detalha as manifestações do Barroco em Minas Gerais e no Brasil.

Outro ponto alto, conforme alerta o pesquisador, são os catálogos da 1ª exposição Modernista de Belo Horizonte, realizada em 1944.

“É um raro e precioso acervo de informações a respeito da história da arte em Minas Gerais e no Brasil”, destaca o secretário Angelo Oswaldo. Para ele, o acesso a essa documentação “confere amplas dimensões às possibilidades de pesquisa em especial sobre a produção artística mineira”.

A superintendente de Museus e Artes Visuais, Andréa de Magalhães Matos, comemora a chegada do acervo. “Será uma grande oportunidade de tratar de assunto tão relevante para qualquer instituição museológica e ainda de ampliar e estimular pesquisas tanto desenvolvidas pela sua própria equipe, quanto por outros profissionais, ou mesmo em atividades conjuntas”, ressalta. 

O crítico de arte e pesquisador avalia que a Superintendência de Museus e Artes Visuais é o espaço ideal para a guarda do material. “Todo o acervo que coletei ao longo de tantos anos terá a finalidade com que sempre sonhei. A abertura do Cedam neste espaço museológico possibilitará que o acervo seja ampliado com a incorporação de outros documentos, em um processo contínuo de construção”, diz Márcio Sampaio.

O Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira (Cedam) irá agregar à Superintendência de Museus e Artes Visuais mais um espaço aberto ao público, para visitação e pesquisa, divulgando e valorizando a diversidade da cultura mineira.


Serviço:

Inauguração do Centro de Estudos e Difusão da Arte Mineira (Cedam)
Data:
13 de dezembro de 2016 (terça-feira)
Horário: 18h
Local: Museu Mineiro - Avenida João Pinheiro, 342 – Funcionários, Belo Horizonte/MG