Secretaria de Estado da Cultura destaca museus mineiros
BELO HORIZONTE (17/02/06) – Minas Gerais vem tendo a sua história valorizada nos principais museus do Estado. Em Belo Horizonte, Cordisbugo, Mariana, Ouro Preto e Juiz de Fora, a Secretaria de Estado de Cultura, juntamente com a Superintendência de Museus (SUM), faz um trabalho de integração das discussões sobre a memória, cultura e patrimônio mineiro.
Os programas e projetos da SUM visam assessorar os municípios nas demandas de criação e dinamização de museus e incentivar ações que resultem na preservação museológica. A ação museológica para a implementação de uma política de museus no âmbito de Estado atende a quatro pilares: conservação do patrimônio material e imaterial; a documentação do patrimônio musueológico mineiro; a valorização da cultura mineira e a formação permanente do cidadão.
O Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, instituiu o ano de 2006 como o Ano Nacional dos Museus. Nesse contexto, o setor museal brasileiro deverá ser valorizado em todo país. A previsão é de que sejam desenvolvidas diversas atividades a fim de dar visibilidade e valorizar o nosso patrimônio cultural. Para reforçar a idéia de fomentar ações museológicas ainda foi instituída a Semana de Museus, com o tema "Museus e Público Jovem", que será comemorada de 15 a 21 de maio.
Saiba mais sobre o Museu Mineiro, Casa Guignard, Casa Guimarães Rosa, Casa Alphonsus de Guimaraens e Crédito Real.
Museu Mineiro
No Museu Mineiro, em Belo Horizonte, considerado museu-laboratório, vários projetos estão em andamento como a Restruturação da Reserva Técnica; Modernização da Museografia; O Museu Guardas, que visa trabalhar conceitualmente os objetos sob sua guarda; Oficina de Pin Hole, que é uma técnica alternativa sem o uso de equipamentos tradicionais e consiste em fazer fotografias utilizando latas e caixas de papelão pintadas de preto e vedadas para evitar a entrada de luz; Espaço Banal, Catinguinha, Caderno de Diretrizes Museológicas II; Cadastramento de Museus Mineiros; Programa de Ação Educativa junto às escolas públicas e privadas da Capital; e a composição expográfica para algumas peças da Coleção Geraldo Parreiras, dentre outras.
Coleção Arquivo Público - Diversificada - Peças da fundação de Belo Horizonte, documentos, objetos de achados arqueológicos, antropológicos e pessoais. São 108 peças expostas.
Coleção Geraldo Parreiras - Os objetos predominantes da Coleção, que foi adquirida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, em 1978, são oratórios, mobiliário, prataria litúrgicas, imagens em madeira, terra cota, marfim e calcita. Essas peças estão expostas na Sala de Arte Sacra, que abriga também peças de outras coleções da imaginária Barroca do Estado. Ao todo, são 180 expostas.
Pinacoteca - Atualmente na galeria estão expostos 39 trabalhos entre pinturas, desenhos e gravuras com peças do Século XIX até o fim de Século XX.
Museu Casa Guignard
110 ANOS - Alberto da Veiga Guignard nasceu, em 25 de fevereiro de 1896, Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro Em 1917 ingressou na Real Academia de Belas Artes, em Munique, Alemanha, onde estuda com o pintor Hermann Groeber e com o artista gráfico e ilustrador Adolph Hengeleer, do grupo Sezession. Em 1918 residiu na França, Suíça e Itália. Retornou ao Brasil em 1929, após morar em Florença, e trabalha como pintor e desenhista na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Transferiu-se para Minas Gerais, em 1944, a convite do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, para dirigir a Escola de Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard. Viveu em Ouro Preto, entre 1961 e 1962. Morreu em 1962 e seu corpo está enterrado na Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
A história Museu Casa Guignard, sediado em Ouro Preto, teve início em 1960, com o objetivo de preservar e divulgar a obra de Alberto da Veiga Guignard. A idealização partiu de um grupo de amigos do poeta através da implantação de uma fundação destinada a dar apoio a escola fundada pelo artista e dar continuidade à sua produção.
O MCG foi inaugurado, em 1986, com a proposta de enfatizar, especialmente, a obra do período que viveu no Estado. Essa fase, dominada pela temática das cidades coloniais e da paisagem mineira, e sua trajetória na Escolinha do Parque, foi responsável pela formação de artistas que romperam com a linguagem acadêmica, consolidando o modernismo nas artes plásticas em Minas.
Além desse fato, está em processo de finalização a primeira etapa do Projeto Guignard, que tem como objetivo inventariar a obra do artista presente em coleções institucionais e particulares de Belo Horizonte e Ouro Preto formando um banco de dados. Os dados coletados serão disponibilizados para consulta em terminais instalados no próprio Museu e na SUM. Ao mesmo tempo, o Projeto Cartões de Amalita, que são obras feitas do artista para a sua amada, está em fase de produção. Serão confeccionados Fac-símiles desses cartões.
Museus do Crédito Real
O Museu do Crédito Real, em Juiz de Fora, é o único Museu na sua tipologia no Estado de Minas. Seu acervo conta com cerca de 10.000 fotografias, filmes e livros, 82.000 documentos, entre empréstimos e financiamentos agrícolas, relatórios anuais, Livros de atas, balancetes, contas-correntes, carteiras, escrituras e tabelas de empréstimos, notas promissórias, carteiras agrícolas, registros de depósitos, transferências, empréstimos e cheques. Destaques para a Apólice da dívida pública federal de 1828, assinada por D. Pedro I, uma hipoteca de 1889, cuja garantia era 32 escravos, e uma carta régia de 1889, com a assinatura de D. Pedro II autorizando a criação do Banco Mobiliário (escrivaninhas, guarda-livros, cofres, mesas e estantes de diferentes estilos, épocas e materiais) Maquinário (relógios, máquinas de escrever, telefones, prensas, mimeógrafos, balanças, perfuradores, autenticadores de cheque, telex, componentes eletrônicos) Objetos de escritório (mata-borrões, cinzeiros, tinteiros, canetas e pesos) Peças de difusão do Credireal (canetas, chaveiros, cinzeiros, louças com a logomarca do banco) Moedas (série de peças em cobre, bronze e prata de diversos países e épocas) e cédulas do período colonial até a atualidade, além de diversos exemplares de diversos países Retratos (pinturas a óleo ou fotografias dos fundadores e antigos diretores do banco).
O Museu do Crédito Real aparece como o sexto do mundo destinado à preservação da memória monetária e bancária, ao lado dos museus do Chase Manhattam Bank, Banco Central da Colômbia, Banco Central do Uruguai, Banco Central da Argentina e Banco Central do Brasil.
É ponto de referência para quem deseja estudar a história econômica e financeira de Juiz de Fora, de Minas Gerais e do Brasil, além de obter informações sobre operações bancárias do período compreendido entre 1889 e 1998, guardando preciosidades que ultrapassam os limites do interesse da instituição financeira.
Museu Casa Alphonsus de Guimaraens
O acervo, constituído por doações da família, é composto predominantemente por objetos de uso pessoal, mobiliário e equipamentos domésticos pertencentes a Alphonsus de Guimaraens. Detalhes que testemunham suas relações familiares e retratam sua vida de poeta, escritor e juiz.
Destaca-se um valioso acervo textual, com correspondências, originais de poemas, fotografias, recortes de jornais e obras raras, estimando-se 1.500 documentos e 240 livros.
O Museu Casa Alphonsus de Guimaraens, em Mariana, tem obras importantes do escritor. Um fato interessante da sua história são as dezenas de pseudônimos usados pelo artista nas suas obras. Em fase de desenvolvimento, está o Projeto de Digitalização do Acervo Textual do Museu, que tem como parceira a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Essa ação visa perpetuar o acervo do poeta e difundir as idéias do Alphonsus Guimaraens.
Museu Casa Guimarães Rosa
Em 2006, no Museu Casa Guimarães Rosa, estão previstas as comemorações do Cinqüentenário dos Livros Grande Sertão Veredas e Corpo de Baile. Atualmente, está em fase de produção o Projeto de Pesquisa do Museu, que tem como meta registrar o Universo Roseano presente no cotidiano do município do Cordisburgo, Região Central de Minas Gerais. A partir dos levantamentos realizados serão produzidos um livro-objeto e um CD Room com os trabalhos resultantes.
O acervo é comporto de Mobiliário, Utensílios domésticos e objetos de uso pessoal, Equipamentos de trabalho, vestuário e lazer, Utensílios de montaria e de criação - fragmentos do universo rural que registram a geografia socioeconômica descrita por Rosa em sua obra, Registros de sua vida profissional como médico e diplomata. O acervo do Museu Casa Guimarães Rosa consta de aproximadamente 200 objetos e é constituído principalmente por meio de doações realizadas em 1973 e princípio de 1974. Destaca-se o valioso acervo textual, composto por aproximadamente 1.200 documentos, dentre os quais importantes registros de caráter pessoal (documentos escolares, certidões, correspondência recebida e expedida), originais manuscritos e datilografados, a exemplo da obra Tutaméia, discursos e artigos de periódicos.
Agência Minas
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