Secretaria de Saúde investe na educação continuada de profissionais
BELO HORIZONTE (29/03/07) – A Secretaria de Estado de Saúde (SES) abriu hoje a primeira série de palestras do Projeto Manhãs Clínicas - Preparando o clínico para atender o paciente do 3° milênio. O projeto, que entra em sua 7ª edição, acontece de março a junho e de agosto a novembro, e visa propor um programa de educação continuada para profissionais que atuam no Programa Saúde da Família no Estado.
A médica e coordenadora do projeto, Júlia Maria Antunes Botelho, explicou que a idéia é capacitar e atualizar os trabalhadores das unidades básicas, requalificando-os para a prevenção, promoção e proteção da saúde coletiva. A especialista considera, ainda, que a iniciativa é uma importante ferramenta para o gerenciamento e para a redução dos custos do sistema. “O gestor que investe em educação continuada tem um custo-benefício que vai muito além de uma simples atualização do conhecimento.”
Com mais de 30 anos de profissão, o clínico-geral Sebastião Magib Salomão, do município de Felixlândia, participou pela primeira vez do evento e afirmou que o projeto é uma oportunidade de se atualizar, de reavaliar e de compartilhar conhecimentos. “Iniciativas assim são sempre benéficas e devem ser multiplicadas para reforçar a formação dos jovens, especialmente dos que vão para o interior. Isso porque quanto mais preparado for o quadro profissional, menor ônus causará para o sistema”, avaliou.
Já o clínico Anderson Nunes Ricelli, que tem menos de um ano de formado e atua no Programa de Saúde da Família de Santa Luzia, destacou que o projeto ajuda a evitar sobrecargas para o SUS e dá mais resolutividade para o profissional diagnosticar e tratar doenças simples, mas que são pouco conhecidas pelos recém-formados.
Até março de 2007, mais de 1300 profissionais de 71 municípios integrantes de 17 Gerências Regionais de Saúde (GRS) foram qualificados pelo programa. A nutricionista e técnica do projeto, Olga Maria Guimarães, esclarece que a população será muito beneficiada com a rede, pois terá acesso a atendimentos feitos por profissionais mais qualificados e diagnósticos mais precisos. “Esse é um modelo de qualificação de custo baixo para o Estado, mas com um potencial grande para evitar dispêndios desnecessários”, disse.
A primeira palestra da série, apresentada pela dermatologista Ana Regina Coelho de Andrade, da Coordenação de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde, abordou as dermatoses mais comuns no atendimento clínico e as principais doenças ligados à dermatologia sanitária, tais como leishmaniose, hanseníase e psoríase. O evento reuniu mais de 80 profissionais, no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRO).