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Notícia

Secretaria de Saúde participa de debates sobre dependência química

Evento na Assembleia Legislativa discutiu o combate ao uso de drogas e o tratamento dos dependentes em Minas Gerais

Terça-feira | 25/06/2013 | 18:19·Atualizado em 30/06/2013 | 15:53
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Evento também discutiu a aplicação da justiça terapêutica e articulação de agentes públicos e representantes da sociedade civil
Evento também discutiu a aplicação da justiça terapêutica e articulação de agentes públicos e representantes da sociedade civil / Crédito: Henrique Chendes/SES MG

Em alusão ao dia Internacional de Combate ao Tráfico e ao Abuso de Drogas, celebrado no dia 26 de junho, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promoveu, nestas segunda (24) e terça-feira (25), o ciclo de debates “Um novo olhar sobre a dependência química”, que teve como objetivos apresentar o que está sendo feito no estado no combate ao uso de drogas e no tratamento dos dependentes químicos, discutir a aplicação da justiça terapêutica e articular os agentes públicos e representantes da sociedade civil envolvidos com o problema.

Na segunda-feira (24), às 20h, foi realizada a abertura do evento e a juíza da Corte de Drogas do Condado de Miami, Deborah White-Labora, apresentou em uma palestra a experiência bem-sucedida da Corte no encaminhamento de dependentes químicos detidos.

Já nesta terça-feira (25), as atividades do ciclo de debates se iniciaram, às 9h, com o painel "Justiça Terapêutica – perspectivas e desafios". O painel "Ações para o tratamento de dependente – o que está sendo feito?" compôs a programação da parte da tarde. Após cada painel, debates foram promovidos.

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Tanit Sarsur, participou das discussões do segundo dia no painel "Ações para o tratamento de dependente – o que está sendo feito?".

Segundo Tanit, é uma grande vitória introduzir esse assunto nas discussões. “É com muito esforço e várias ações do governo que estamos aqui para apresentar e explicar como está funcionando a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e o Programa Aliança pela Vida. Minas teve que criar um plano de ação de combate ao crack e apresentar ao Ministério da Saúde para assim aderir ao programa nacional de Plano Crack. A adesão aconteceu em junho de 2012. Minas foi primeiro estado a constituir uma rede de atenção à saúde mental e o ministério se compromete a repassar mais de R$ 400 milhões para financiar a prestação dos serviços de saúde mental no estado e nos municípios mineiros”.

Aliança pela vida

Tanit falou também sobre o programa Aliança pela Vida. “O programa é uma parceria do Governo de Minas com entidades da sociedade civil, que visa ações e medidas de enfrentamento aos problemas relacionados ao consumo e trafico de álcool, crack e outras drogas. Estamos desenvolvendo outras ações como o curso de especialização, um curso de pós-graduação em gestão e Ações Intersetoriais sobre Álcool e outras Drogas e o curso Canal Minas Saúde para as comunidades terapêuticas”, conta.

Até o momento, 184 municípios já aderiram ao cartão aliança pela vida e além dos R$ 400 milhões do governo federal, o Governo de Minas também investe cerca de R$ 300 milhões no programa.