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Secretário explica Corredor da Praça da Liberdade

Secretário explica Corredor da Praça da Liberdade

Quinta-feira | 30/10/2003 | 00:00·Atualizado em 17/06/2013 | 08:17
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Os projetos estruturadores do Plano Plurianual de Ação Governamental 2004 –2007 foram tema de debate nesta quinta-feira (30), na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. O “Corredor Cultural Praça da Liberdade – Casa do Conde” e o “Centro Administrativo do Governo de Minas Gerais”, apresentados respectivamente pelos secretários de Cultura, Luiz Roberto Nascimento Silva, e de Planejamento e Gestão, Antonio Anastasia, foram as propostas que mais chamaram a atenção.

Segundo Nascimento Silva, gerente executivo da equipe de trabalho do Corredor Cultural, a intenção é formular um projeto denso e conciso, ouvindo o Conselho do Patrimônio Municipal, as associações de meio-ambiente e a sociedade civil.

Já está pronto para a apreciação dos diversos escalões do governo do Estado um esboço de edital para o concurso público dirigido especialmente a equipes multidisciplinares, comandadas por arquitetos e urbanistas, que formularão projetos-conceito para a utilização dos quatro prédios da Praça da Liberdade. São os edifícios das secretarias de Transportes e Obras Públicas, da Fazenda, da Defesa Social e do atual Centro de Referência do Professor, antiga Secretaria de Estado de Educação.

O secretário explicou que uma comissão representativa de expressão nacional, avaliará os trabalhos em uma primeira fase e uma comissão técnica elegerá os projetos vencedores na segunda etapa. “Uma parceria público-privada, com possível utilização da Lei de Incentivo à Cultura, viabilizará o projeto”, afirmou.

Nascimento Silva esclareceu que os outros edifícios que compõem o complexo da Praça da Liberdade permanecerão com suas funções originais. São eles o Palácio da Liberdade, o Palacete Dantas e Solar Narbona, a Biblioteca Luiz de Bessa e seu anexo, além do prédio do Ipsemg. Ele ainda ressaltou o grande valor histórico e simbólico deste patrimônio de prédios com memória museográfica, tombados e com estruturas pouco flexíveis. “O objetivo é implantar um centro cívico cultural”, observou, acrescentando que em nenhum momento a sociedade deixará de ser ouvida.

A Casa do Conde de Santa Marinha abrigará o Centro de Artesanato Mineiro e a Escola de Formação e Produção Audiovisual, segundo o secretário, além de se constituir em um espaço para eventos múltiplos e de terceiros. A inclusão deste complexo é que reforçará o conceito de corredor cultural, incluindo a rua da Bahia e sua vocação para este fim.

Na audiência pública realizada no plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o secretário Nascimento Silva fez também uma exposição das políticas empreendidas pela sua pasta na área de preservação e recuperação do patrimônio histórico, aprimoramento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, estímulo à produção audiovisual em Minas e programa de implantação de bibliotecas em todos os 853 municípios do Estado através do projeto “Bibliotecas para todos”, em parceria com o governo federal.