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Segurança Alimentar beneficia mais de 14 mil famílias mineiras

Quarta-feira | 30/01/2008 | 17:10·Atualizado em 23/06/2013 | 20:05
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BELO HORIZONTE (30/01/08) - Mais de 14 mil famílias já foram atendidas pelo Programa de Segurança Alimentar e Nutricional (PSA) em Acampamentos e Pré-Assentamentos de Reforma Agrária no Estado de 2000 a 2007. Recentemente, o secretário de Estado para Assuntos de Reforma Agrária, Manoel Costa, e o responsável pela coordenadoria do PSA no Estado, Marcelo Piccin, visitaram o Pré-Assentamento São Domingos, no município de Tupaciguara, no Triangulo Mineiro, a 598 km de Belo Horizonte e puderam constatar in loco o sucesso do PSA na região.

Segundo Manoel Costa, “a estimativa de colheita para essa safra no Pré-Assentamento São Domingos supera todas as nossas expectativas, podendo chegar a 22 toneladas de sementes e 161 toneladas de grãos, com investimento de apenas R$ 45.003,80, isso é algo extraordinário”, disse.

O trabalhador rural e dirigente do Pré-Assentamento São Domingos, Vanduiz Evaristo Cabral, explicou que “este ano a comunidade não terá problema de alimentação para as suas famílias e nem para os seus animais”. Marcelo Piccin afirmou que “a comunidade São Domingos é referencia de produção e organização para todas as demais comunidades atendidas pelo programa no Estado de Minas Gerais. Isso assegura a eficácia do PSA e possibilita uma melhor qualidade de vida para aqueles que não tem ainda a sua terra garantida”.

Educação

O Programa de Segurança Alimentar e Nutricional em Acampamentos e Pré-Assentamentos de Reforma Agrária de Minas Gerais busca promover a segurança alimentar e nutricional das famílias acampadas e pré-assentadas da reforma agrária em Minas Gerais. O programa funciona a partir de um processo educacional de famílias com a implantação de áreas coletivas para promover o auto-abastecimento alimentar e nutricional, além de comercializar a produção excedente em feiras comunitárias locais. O foco central do PSA é o princípio da sustentabilidade agro-ecológica, da cidadania e da solidariedade, resgatando a dignidade dessas populações, fortalecendo também sua organização e inserção na comunidade local. Com a produção do seu próprio alimento, as famílias realizam um processo educativo e emancipador, que se contrapõe à política assistencialista da cesta básica.

Criado em 2000, o programa é gerido por um Fórum Gestor, composto de representantes dos movimentos sociais, órgãos federais e estaduais e outros parceiros ligados à reforma agrária. Coordenado pelo Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter), vinculado à Secretaria Extraordinária para Assuntos de Reforma Agrária (Seara), o programa faz parte das ações descentralizadoras do Programa Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Em 2007, o programa atendeu a 5.313 famílias, aproximadamente 21.252 pessoas, em 97 acampamentos e pré-assentamentos espalhados pelo Estado. Foram realizadas também sete feiras com oficinas regionais nas cidades-sedes de Paracatu, Governador Valadares, Campo do Meio, Viçosa, Almenara, Prata e Capelinha; além de 80 oficinas locais e um curso estadual. O objetivo dessas feiras é levar à comunidade local a produção dos assentamentos e buscar parcerias para a comercialização desses produtos na região, além de quebrar o distanciamento entre a sociedade e as famílias assentadas.

O programa viabilizou um kit de cozinha para cada comunidade, que servirá no processo alimentar dessa comunidade além de incentivar os encontros e assembléias comunitários. Hoje, o Estado de Minas Gerais tem 7.300 famílias acampadas e pré-assentadas, aproximadamente 29.200 pessoas. A perspectiva é que o PSA atenda a todas essas famílias, dando seqüência ao trabalho desenvolvido no ano de 2007 de dar cobertura total às famílias no Estado.