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Seminário apresenta Plano de Ação contra violência nas escolas

Seminário apresenta Plano de Ação contra violência nas escolas

Quarta-feira | 07/05/2003 | 00:00·Atualizado em 19/05/2013 | 02:30
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A Secretaria de Estado da Educação apresentou hoje o Plano de Ação "Escola Viva, Comunidade Ativa" para o combate à violência nas escolas públicas. Até o final de sua implantação, serão atendidas 206 escolas públicas, das redes estadual e municipal, localizadas nas áreas mais violentas da capital e do interior.

O projeto já está sendo desenvolvido em Belo Horizonte. Nesta quarta-feira, os diretores de 70 escolas estaduais da capital mineira participaram de um seminário, realizado no auditório da Secretaria da Educação, para tomar conhecimento de como será feito o planejamento em cada estabelecimento de ensino envolvido no Plano de Ação. Durante todo o dia, os participantes do seminário viram como serão elaborados o Plano de Desenvolvimento Pedagógico e Institucional (PDPI), que vai identificar as carências e as ferramentas necessárias para supri-las em cada escola, e o Plano de Segurança Escolar, que será desenvolvido pela secretaria em parceria com outros órgãos do governo estadual e instituições.

Durante o seminário, a secretária estadual da Educação, Vanessa Guimarães Pinto, disse que cada escola deverá definir, no prazo de 30 dias, as suas necessidades para que, já no próximo mês, o Plano de Ação "Escola Viva, Comunidade Ativa" comece a ser implementado na prática. "Queremos que cada escola reflita sobre suas questões, estabeleça quais as ferramentas que faltam e desenvolva seu projeto e esse caminho será encontrado junto com as lideranças da comunidade", explicou a secretária. Durante este mês, a secretaria está fazendo as reformas necessárias na infra-estrutura das escolas, a partir de um levantamento já terminado.

Escola em tempo integral

Dentro do Plano de Ação, a Secretaria de Estado da Educação também vai implantar a escola em tempo integral nas áreas com maior índice de violência da capital mineira, por meio do projeto "Aluno em Tempo Integral". Serão introduzidas, no currículo, disciplinas voltadas ao atendimento de demandas específicas de cada comunidade e a qualificação básica para o trabalho, além de oficinas de arte e cultura, atividades esportivas e clubes de ciência. "As escolas estarão abertas no final de semana, algumas terão alunos em tempo integral, outras também terão atividades em tempo integral, mas não necessariamente na escola", explicou a secretária.

Em uma segunda fase do Plano de Ação, serão atendidas as escolas públicas, em número de 60, localizadas em áreas de risco da Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, posteriormente, serão incluídos municípios de médio porte que apresentam os mais altos índices de violência no interior do Estado, com mais 40 escolas atendidas nessas localidades, totalizando 206 escolas públicas atendidas.

Policiamento

O Plano Emergencial de Segurança Pública, anunciado pelo governador Aécio Neves, prevê, entre outras medidas, a convocação de policiais militares e civis aposentados para atuar no policiamento das escolas públicas. Segundo a secretária Vanessa Guimarães, o reforço no policiamento das escolas já está ocorrendo na prática, complementado as ações de combate à violência da Secretaria da Educação na área pedagógica e de infra-estrutura das escolas. "Na construção do novo plano de defesa social no Estado de Minas Gerais, temos a ênfase dada ao trabalho de policiamento ostensivo em algumas comunidades e devemos evoluir para um aparato especial de segurança escolar", afirmou a secretária.

A Polícia Militar também atua como parceira da Secretaria da Educação no trabalho pedagógico, por meio de programas preventivos ao uso de drogas, por exemplo. "De fato, nós estamos apostando muito mais no trabalho pedagógico, tanto da Polícia quanto da escola, do que realmente no aparato repressivo", disse a secretária. No Plano de Ação "Escola Viva, Comunidade Ativa", a secretaria conta ainda com a parceria de diversas instituições, incluindo a Fundação Guimarães Rosa e o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).