Seminário discute relação entre profissionais de saúde mental e pacientes
BELO HORIZONTE (07/04/11) - A relação entre profissionais da saúde mental, em especial psicólogos e psiquiatras com os pacientes, será debatida no seminário “Ser Presença na Clínica Psiquiátrica: Desafios e Possibilidades”, que será realizado neste sábado (9), das 8h às 18h, no Hospital Espírita André Luiz, com o apoio da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O seminário será promovido pelo Laboratório de Análise de Processos em Subjetividade (Laps) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG e o Hospital Espírita André Luiz.
A relação entre presença e técnica no trabalho clínico, as possibilidades de uma clínica ética e a discussão do conceito de presença em diferentes ambientes de atuação estão entre os temas das mesas redondas. Entre os conferencistas estão os professores Eduardo Dias Gontijo e Miguel Mahfoud, da UFMG, Maria Teresa Ferla, da Universidade de Milão, Wellerson Durães Alkmin, da Escola Brasileira de Psicanálise, Wander Luiz de Lemos, do Hospital Espírita André Luiz e demais.
O psicólogo Guilherme Tostes, do Hospital Espírita André Luiz, explica que o objetivo maior é resgatar os elementos humanos fundamentais que deveriam ser presentes no trabalho da área da saúde, sobretudo mental. O foco deste encontro é a “presença” de um ser humano diante do outro. De acordo com o psicólogo, “a qualidade da relação entre o profissional e o paciente é determinante no tratamento e, por isso ela tem que ser muito cuidada, pois é muito tênue o fio para se tornar uma relação adoecedora e até violenta”.
Para o médico Miguel Mahfoud, da UFMG, o tema “presença humana” dentro do trabalho clínico, psicológico e psiquiátrico é de interesse das diferentes linhas teóricas, com muita polêmica em aberto. Segundo ele, “o grande desafio é conciliar os aspectos técnicos e humanos. Embora a prevalência hoje seja do aspecto técnico, todas as linhas teóricas já chegaram à conclusão de que isto não basta, por isso a importância do tema em discussão“, finaliza.