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SES confirma novos casos de hantavirose em Minas

SES confirma novos casos de hantavirose em Minas

Segunda-feira | 04/08/2003 | 00:00·Atualizado em 15/06/2013 | 15:10
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A Superintendência de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde confirmou, nesta segunda-feira, mais cinco casos de Hantavirose em Minas. Dentre as notificações, dois casos são importados, sendo um de Mococa (SP), V. F. S, homem de 25 anos, e outro de Irecê (BA), A. O. C., homem de 27 anos, ambos com cura. Em Minas, foram registrados com cura um caso em Monte Santo de Minas, J. C., homem (52), e outro em Patrocínio, L. L. G. R., mulher (25). Um óbito foi registrado, também em Patrocínio, I. P., homem (38), no dia 16 de julho.

Em 2003, ao todo, em Minas foram confirmados 16 casos, com oito mortes. Ainda existem seis casos suspeitos em investigação, sendo dois em São Gotardo, com um óbito; dois em Ibiá, um óbito; um em Monte Santo de Minas e outro em São Sebastião do Paraíso.

No ano passado foram registrados sete mortes por Hantavirose. Os epidemiologistas da SES produziram 30 mil Protocolos de Febres Hemorrágicas, que foram distribuídos aos profissionais de saúde através das Diretorias de Ações Descentralizadas de Saúde (DADS) em todo Estado. As áreas com maior número de casos são o Triângulo e o Sudoeste de Minas. “O número de casos aumentou porque surgiu uma nova área com a doença, que é o Sudoeste”, explicou Mariana Gontijo, referência estadual para Hantavirose.

Além da produção do Protocolo, a SES estruturou uma equipe treinada no Instituto Adolfo Lutz (SP) para controlar a Hantavirose. Essa equipe faz o monitoramento do Estado e a vigilância ecológica da doença. “Quando há um caso suspeito, os técnicos são deslocados para o local e iniciam o processo de investigação e educação em saúde com a população”, informou Mariana Gontijo.

A doença

A Hantavirose é uma doença infectocontagiosa grave, transmitida, pela inalação das excretas (fezes, urina e saliva) de roedores silvestres. É de alta letalidade - 50% das pessoas que adoecem morrem -, e ataca principalmente o pulmão, causando insuficiência respiratória aguda. Os principais sintomas são febre, mialgias (dores no corpo), dor abdominal, vômitos, cefaléias (dores de cabeça) e tosse.

Através do acompanhamento da equipe da SES/MG, pode-se observar que a Hantavirose é uma zoonose incidente principalmente na região Centro-Oeste de Minas. O maior acometimento dá-se em pessoas do sexo masculino, em idade produtiva, com atividades rurais, expostos aos roedores silvestres.

O primeiro caso registrado em Minas Gerais foi em 1998 e, desde então, têm ocorrido notificações de casos principalmente no Triângulo Mineiro. Devido à alta taxa de letalidade – cerca de 50% -, a Hantavirose foi incluída em 1999 na lista de doenças de notificação compulsória, com grande impacto na saúde pública.

Cuidados

Nas áreas agrícolas, o desequilíbrio ecológico favorece o aparecimento de casos. Por isso, é importante que a população utilize técnicas de colheita e armazenamento adequadas e realize continuamente o controle de roedores.

Ao chegar em local que ficou fechado por muito tempo na zona rural, é importante que o ambiente seja aberto e que as pessoas não permaneçam dentro dele. Depois que houver circulação de ar, deve ser passado um pano úmido para limpeza, sem o uso de vassoura para não levantar poeira que pode estar contaminada por hantavírus.