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SES promove 2º Seminário de Saúde Auditiva

Quinta-feira | 04/11/2010 | 17:00·Atualizado em 28/06/2013 | 00:44
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BELO HORIZONTE (04/11/10) - A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promove, nos dias 3, 4 e 5 de novembro, o 2º Seminário de Saúde Auditiva SUS/MG. O evento é destinado aos profissionais da rede de atenção à saúde auditiva de Minas Gerais. Durante o seminário, foi apresentada a Rede Estadual de Saúde Auditiva e o papel das três esferas de gestão para viabilizar a construção da política nacional. Outros temas como o financiamento da rede, o programa de implante coclear, os resultados da triagem auditiva neonatal, o fluxo de atendimento e a construção dos bancos de dados também estão em discussão.

O gerente de Redes Assistenciais da SES-MG, Marcílio Magalhães, enfatiza a importância da rede para o tratamento e a reabilitação precoce. “Minas avança ao investir em saúde preventiva com ações como a triagem neonatal. Quanto mais cedo os problemas auditivos forem detectados, melhores serão os resultados do tratamento e da adaptação”, afirma.

A coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da SES-MG, Mônica Farina, destacou o objetivo do seminário de capacitar os profissionais e discutir os fluxos de referência no Sistema Único de Saúde (SUS). “O evento busca explicar aos profissionais o funcionamento da rede: como diagnosticar e para onde referenciar usuários com problemas auditivos”, explicou.

O papel das equipes de saúde na identificação, no encaminhamento e na reabilitação da pessoa com deficiência auditiva foi ressaltado pela presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Maria Cristina. “É necessário capacitar os profissionais para que eles exerçam com eficiência esta função”, afirmou.

Serviços estaduais

Minas Gerais foi o primeiro estado a realizar a Triagem Auditiva Neonatal pelo SUS. O exame é oferecido gratuitamente para todas as crianças do Estado. A iniciativa tem por objetivo promover o diagnóstico precoce, minimizando os efeitos da deficiência auditiva.

O exame conta com dois procedimentos. No primeiro, uma pequena sonda é introduzida no canal externo do ouvido do bebê, estimulando as células de audição e, conforme a pressão recebida, avalia-se o funcionamento delas. O segundo procedimento visa verificar se a criança tem atenção para o som. Para isso, o fonoaudiólogo, com chocalhos ou outros objetos, faz alguns ruídos próximos à cabeça do bebê, avaliando o comportamento dele.

A triagem não fornece um diagnóstico do problema, mas informa possíveis falhas e outros procedimentos a serem realizados. Quando por duas vezes seguidas a triagem indica que existe alguma perda auditiva, o bebê é encaminhado para o diagnóstico e para realização de exames complementares.

Por meio desse e de outros testes, é possível identificar que tipo de deficiência a criança tem. Os exames mensuram o grau, o tipo de perda e qual aparelho de amplificação sonora será destinado ao paciente.

Para que a criança deficiente desenvolva a linguagem, ela precisa, além de colocar o aparelho auditivo, iniciar um processo de reabilitação. Isso é feito com terapias, acompanhadas por um fonoaudiólogo, realizadas duas vezes por semana, também por meio do SUS.

Implante coclear

Há situações em que o aparelho não é capaz de suprir a deficiência. Nesses casos, o mais indicado é o implante coclear, procedimento cirúrgico que exerce sua função por meio da estimulação elétrica direta das fibras do nervo auditivo, com eletrodos implantados onde o ouvido interno está danificado.

Anteriormente, Minas Gerais encaminhava a maior parte dos casos de implante coclear em crianças para outros estados. Desde novembro de 2009, as cirurgias começaram a ser realizadas pelo SUS em Minas Gerais.