Sete Lagoas atrai seminário da Indústria Verde
BELO HORIZONTE (29/03/10) - O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede); o Centro Universitário de Sete Lagoas - Unifemm, a Associação Mineira de Silvicultura; o Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais e a Câmara da Indústria de Base Florestal – Fiemg, promovem o seminário Bases Bioenergéticas para uma Indústria Verde: o APL de Carvão Vegetal e Biomassa como mecanismo de integração dos setores público e privado para uso de fontes renováveis de energia nas indústrias de ferro-gusa, ferroligas, cimento e cerâmica, entre os dias 5 e 7 de abril no Centro Universitário de Sete Lagoas (MG).
O seminário é gratuito e aberto ao público. Durante todo o evento, uma programação extensa levará aos participantes uma gama de informação sobre temas que visam ao desenvolvimento de fontes renováveis de energia para as indústrias de ferro-gusa, ferroligas, cimento e cerâmica. Serão apresentados painéis técnicos com os temas Carbonização e Bioenergia; Gaseificação e co-geração energética e palestras, além da Pesquisa e Desenvolvimento tecnológico na produção de carvão vegetal de florestas plantadas coordenada pela professora Angélica de Cássia Oliveira Carneiro, da Universidade Federal de Viçosa – UFV em parceria com a UFLA, UFMG, Cnpf, Ufvjm e Esalq/USP. No final do evento, os participantes farão uma visita técnica à ArcelorMittal BioEnergia, em Martinho Campos.
Para a solenidade de abertura, que acontece na noite do dia 5, na universidade, os secretários Alberto Portugal, da Sectes; Gilman Viana, da Seapa; e Sérgio Barroso, da Sede; estarão presentes. O objetivo do seminário é mobilizar o setor privado, as instituições de ensino e pesquisa e o governo para a estruturação do Arranjo Produtivo Local – APL de Carvão Vegetal e Biomassa.
“Essa é uma oportunidade de mostrar ao nosso público o que está sendo feito no setor do carvão vegetal. Temos o APL Carvão Vegetal e Biomassa, na Região Central do Estado, onde se concentram indústrias de ferro-gusa e ferroligas, de cimento e de cerâmica, que constituem grande parte da demanda por essas fontes de energia em Minas Gerais”, destaca o coordenador do Programa de Energia do Governo de Minas, Marcelo Franco, da Sectes. Na oportunidade, ele apresentará o Projeto Estruturador APL de Biocombustíveis, com destaque para APL de Carvão Vegetal e Biomassa em apoio às indústrias de ferro-gusa, ferroligas, cimento e cerâmica.
Florestas plantadas e ferro-gusa em Minas Gerais
De acordo com dados da AMS, Minas Gerais é o maior produtor de carvão vegetal do país e tem a mais extensa área de floresta plantada no Brasil. Cada hectare dessa floresta preserva cerca de 10 hectares de florestas nativas. Em Minas, o setor florestal é guardião de 490 mil hectares de florestas naturais preservadas. Hoje, a atividade emprega no estado cerca de 750 mil empregos. Os dados apontam também 1,42 milhão de hectares de área total plantada (Eucalyptus e Pinus) em 2,3% do território mineiro.
O parque industrial mineiro é formado por 62 indústrias com capacidade de produção instalada de 7,6 milhões de toneladas/ano. O estado é responsável por 60% da produção brasileira de gusa. “Estamos em constante aprendizado sobre a utilização da bioenergia. Por exemplo, co-produtos de empresas de carvão, como o líquido pirolenhoso e o alcatrão, que ainda não são muito aproveitados, podem ser úteis em diversas aplicações, como fertilizantes, ligantes para refratários e compostos aromáticos para a indústria alimentícia”, explica Marcelo Franco.