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Sistema Mineiro de Inovação recebe impulso com perspectiva de novas parcerias

Com perspectiva de novas parcerias, o Encontro de Inovação 2011 promoveu o diálogo entre empresas, agentes de inovação e pesquisadores, a fim de gerar negócios, transferência de tecnologias e parcerias para inovação. Pesquisadores apresentaram soluções para demandas tecnológicas da Vale, ArcelorMittal, BHTrans, Anglogold, Marluvas, V & M, Belgo Bekaert e Danone.

Quinta-feira | 27/10/2011 | 20:30·Atualizado em 29/05/2013 | 15:59
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BELO HORIZONTE (27/10/11) - Com perspectiva de novas parcerias terminou nesta quinta-feira (27) o Encontro de Inovação 2011, iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) e da Fundação Dom Cabral (FDC). O evento promoveu o diálogo entre grandes empresas, agentes de inovação e pesquisadores, a fim de gerar negócios, transferência de tecnologias e parcerias para inovação no Estado.

Durante o encontro, pesquisadores apresentaram soluções para as demandas tecnológicas das empresas Vale, ArcelorMittal, BHTrans, Anglogold Ashant, Marluvas, V & M, Belgo Bekaert e Danone. Também foi organizado um painel de empreendedorismo para investidores interessados em inovações ambientais, com o  apoio da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) e da Endeavor, grupo que fomenta investimentos de longo prazo no Brasil.

No discurso de abertura, o secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Vilela, destacou o papel do evento de mostrar à sociedade a importância da inovação. “Temos que convencer os cidadãos que estamos usando dinheiro público, dinheiro dos impostos, a favor de uma conectividade entre universidade, empresas e governo, e a favor da competitividade das indústrias mineiras. É importante que a comunidade perceba isso”, disse.

O peso das interações entre empresas, universidades e centros de pesquisa para o crescimento da inovação não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil, marcou a fala do diretor Científico da Fapemig, José Policarpo, durante a abertura. “Somos o 13º produtor de ciência de ponta no mundo, mas apenas o 47º no índice de inovação. Isso significa que precisamos estreitar cada vez mais esse diálogo, e nada melhor que um evento como esse para que a evolução desejada ocorra”, destacou.  

PD&I em Minas

Os participantes do encontro tiveram a oportunidade de conhecer o atual contexto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Minas Gerais. Representantes da Sectes, Fapemig, da Rede Mineira de Propriedade Intelectual e gestores de P&D de empresas como Fiat, Cemig e Gerdau – além de centros de pesquisa privados, como a FITec – se reuniram em um workshop, que abordou os desafios e principais tendências na gestão de P&D, com objetivo de construir uma rede colaborativa entre os centros.

Divididos em grupos de trabalho, os participantes discutiram os entraves à criação de uma rede de pesquisa em Minas, propondo soluções conjuntas. O impacto da falta de uma cultura empreendedora no Brasil e as dificuldades de integração entre empresa e faculdades foram os problemas mais apontados.

Após reunião com a Vale, para divulgação de novas tecnologias no tratamento de água, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcelo Henrique, saiu entusiasmado. “O grande valor de eventos desse porte é a popularização da inovação. Às vezes, o que pesquisamos não encontra uma possibilidade de mercado, por não ter este momento de contato com a empresa. É essencial o relacionamento que o Simi faz entre a tecnologia que o mercado precisa e a que a pesquisa está desenvolvendo”, disse.

Para o engenheiro de qualidade e pesquisa da V&M, César Oleia, o Encontro de Inovação 2011 atrai as empresas pela demanda que o Brasil vive por novos produtos e aplicações, que envolvem a necessidade de inovar. “Fico feliz de saber que existem pessoas próximas desenvolvendo projetos que despertam o nosso interesse e podem levar ao desenvolvimento tecnológico local e nacional”, afirmou.

Outras informações no endereço: www.simi.org.br