Suase entrega carteiras funcionais e apresenta estudo sobre adolescentes atendidos
BELO HORIZONTE (17/12/10) - A reunião plenária de encerramento de 2010 da Gestão do Sistema Socioeducativo (Geduc), realizada nesta sexta-feira (17), no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), foi marcada pela entrega simbólica da carteira funcional de identificação a oito agentes, vinculados a Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Nos próximos meses, 1.800 servidores, incluindo agentes, corpo diretivo e diretores do Núcleo Gerencial da Suase receberão suas carteiras, pondo fim às dificuldades operacionais causadas pela falta do documento.
O diretor de segurança da Suase, Túlio Guimarães, relata que ter a carteira era um antigo anseio dos agentes socioeducativos que contavam apenas com a camiseta ou o próprio contracheque para identificarem-se. “A carteira facilita a operacionalidade, o trânsito entre órgãos públicos, unidades de saúde e, além disso, reforça a identidade e a representatividade do agente”, diz. Cynthia Águido, chefe de Gabinete da Subsecretaria, lembra que, ao acompanhar os adolescentes em atividades culturais, por exemplo, os agentes são orientados a não usar uniformes para não causar constrangimentos nos jovens. “Como não tinham a carteira, eles, muitas vezes, precisavam usar formas poucos convencionais de identificação. Agora, isso não será mais necessário”, comemora.
Perfil
As plenárias do Geduc acontecem três vezes por ano e têm como objetivo permitir a reflexão sobre o trabalho desenvolvido, buscando resultados cada vez melhores. Cerca de 250 pessoas, entre agentes, diretores e gerentes das 29 unidades, participaram do encontro. A diretora de Gestão de Informação e Pesquisa da Suase, Carolina Proietti Imura, conta que foi apresentado nesta reunião um estudo comparativo do perfil dos jovens atendidos em 2008, 2009 e 2010, incluindo a análise das medidas mais aplicadas na capital, Região Metropolitana e interior.
O estudo revelou que o grau de escolaridade é maior entre as meninas e que há predominância do tráfico de drogas no quesito do tipo de crime cometido, quando se trata de adolescentes moradores de Belo Horizonte e Região Metropolitana. Já no interior, a infração mais comum é o roubo. Carolina informou que mensalmente todos os centros socioeducativos de semi-liberdade ou de internação provisória entregam planilhas com diversas informações a respeito de seu funcionamento e também do perfil dos adolescentes atendidos. “Esse acompanhamento é importante para garantir uma maior eficácia na aplicação das medidas e também para que seja possível cumprir a metas pactuadas no Acordo de Resultados”.