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Superagro terá mostra da tradição mineira na eqüideocultura

Quarta-feira | 16/05/2007 | 17:51·Atualizado em 25/05/2013 | 05:48
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BELO HORIZONTE (16/05/07) - Uma mostra selecionada de exemplares Campolina, Pampa, Mangalarga, Mangalarga Marchador e Quarto de Milha, além de Pôneis e Jumentos Pêga demonstrará a expressividade da eqüideocultura mineira na Superagro 2007. A mostra de animais será realizada na 47ª Exposição Estadual Agropecuária, um dos eventos-âncora da feira, que acontece entre os dias 28 de maio e 3 de junho no complexo Expominas/Parque da Gameleira, em Belo Horizonte.

Minas lidera o ranking nacional em rebanho eqüino, com um plantel de aproximadamente 860 mil animais. A hegemonia do Estado também está refletida no estabelecimento, em Minas, de grande parte das associações nacionais de criadores, como Campolina, Pampa, Pônei (cujos rebanhos estão prioritariamente em Minas), Marchador e Pêga (animais de origem e tradição tipicamente mineiras).

Na Superagro 2007, estão programados seis leilões de eqüídeos: Quarto de Milha (28/5), Mangalarga (30/5), embriões Pampa (30/5), Pônei (31/5), Marchador (1/6) e Pêga (2/6). Os eqüídeos participarão ainda de provas e julgamentos durante toda a semana no Parque de Exposições da Gameleira.

Setor com forte presença de Minas, o complexo do agronegócio cavalo gera um faturamento anual da ordem de R$ 7,5 bilhões no Brasil. São gerados 642,5 mil empregos diretos, aproximadamente seis vezes mais que a indústria automotiva nacional e vinte vezes mais do que a aviação civil brasileira. Somados aos empregos indiretos, o complexo eqüino brasileiro ocupa 3,2 milhões de pessoas no país, informa Pio Guerra, vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura, presidente da Comissão Nacional do Cavalo na entidade, e um dos autores de pesquisa sobre o agronegócio cavalo realizado em 2006 pela CNA.

Carne eqüina

O Brasil possui atualmente o terceiro maior rebanho de eqüinos do mundo, com 5,9 milhões de cavalos, além de 1,3 milhão de muares e 1,2 milhão de asininos. O estudo realizado pela CNA sobre a eqüideocultura nacional e seus reflexos econômicos revelou que trata-se de um mercado com grande potencial de expansão, como destaca Pio Guerra. “A eqüideocultura tem importância fundamental não só para o agronegócio como para a economia brasileira de forma geral. Basta ver os números de faturamento do setor e de geração de empregos, e se chega à conclusão de que a atividade merece reconhecimento e incentivo”, aponta.

De acordo com a pesquisa, entre os segmentos mais promissores na cadeia da eqüideocultura estão os de medicamentos veterinários e rações que movimentam, juntos R$ 107,5 milhões anuais. A exportação de animais vivos também apresentou um aumento significativo, saltando de US$ 260 mil em 1996, para US$ 5 milhões em 2006.

Outra atividade envolvida no agronegócio cavalo em que o Brasil se destaca é a exportação de carne eqüina. Apesar da pouca tradição do consumo de carne de cavalo, o Brasil é quinto maior exportador do mundo, tendo alcançado US$ 34 milhões em 2005.

Em sua terceira edição, a Superagro Minas se consolida como ampla mostra do agronegócio mineiro, com dois eventos-âncora representados pela 47ª. Exposição Estadual Agropecuária e 10ª. Expocachaça, além de reunir os segmentos de laticínios, fruticultura, cafeicultura e silvicultura e os estreantes: apicultura e floricultura. A realização da Superagro é do Governo de Minas, por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, junto com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas (Faemg) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).