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Notícia

Taxa de desemprego reduz 3,2% em maio na Região Metropolitana de BH

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte diminuiu 3,2% no mês de maio, em relação a abril, passando de 15,6% para 15,1% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo a pesquisa, o número de desempregados foi estimado em 370 mil, 13 mil a menos do que no mês anterior.

Quarta-feira | 21/06/2006 | 14:00·Atualizado em 17/06/2013 | 10:02
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BELO HORIZONTE (21/06/06) - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) diminuiu 3,2% no mês de maio, em relação a abril, passando de 15,6% para 15,1% da População Economicamente Ativa (PEA). Estas informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgadas hoje no auditório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A pesquisa, encomendada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Esportes (Sedese), é elaborada numa parceria entre a Fundação João Pinheiro e o Dieese.

De acordo com a pesquisa, o número de desempregados foi estimado em 370 mil pessoas, 13 mil a menos do que no mês anterior. Este movimento decorreu da saída de sete mil pessoas do mercado de trabalho, em conjunção com o acréscimo de seis mil no número de ocupados, que foi estimado em 2 milhões e 81 mil trabalhadores. Esta taxa é a mais baixa desde maio de 1997. Os técnicos que elaboram a pesquisa acreditam a taxa diminuirá ainda mais nos próximos meses devido ao aquecimento da economia, principalmente a da indústria gráfica que deverá ter algum alento devido às próximas eleições.

A pesquisa mostrou ainda que, em maio, o nível ocupacional na RMBH variou 0,3% em relação a abril. Segundo técnicos, o aumento de seis mil ocupações ocorreu em função de acréscimos no comércio (3%), na indústria (1,6%) e na construção civil (1,5%). Por outro lado, houve reduções nos serviços (0,3%) e no agregado outros setores (3,8%). Com relação à forma de inserção, destaca-se o aumento de sete mil vagas entre os autônomos e de quatro mil entre os assalariados com carteira de trabalho assinada no setor privado.

Com relação a atributos pessoais, registrou-se aumento de 1,6% na taxa de desemprego para as pessoas com idade de 25 a 39 anos e de 10% para os chefes de domicílio. Houve retração de 6,2% para os jovens entre 18 a 24 anos, de 3,5% para crianças e adolescentes entre 10 a 17 anos e de 1,4% para pessoas de 40 anos e acima dessa idade. Entre os homens, a redução foi de 2,4% e, entre as mulheres, a taxa caiu 3,6%. Para os demais membros a taxa caiu 6,5%.

O tempo médio na procura por trabalho aumentou em um mês, em relação a abril, registrando assim 57 semanas. Na pesquisa anterior, o tempo foi de 56 semanas.

Entre março e abril deste ano, os rendimentos reais médios de ocupados e assalariados reduziram-se em 1,4% e passaram a corresponder a R$ 861 e R$ 908, respectivamente.

Agência Minas

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