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Notícia

Taxa de desocupação é estável na RMBH e rendimentos sobem 2%

Índice de desemprego é o menor para setembro desde 2002, segundo pesquisa do IBGE; média salarial é apurada em R$ 1.770,20

Quinta-feira | 25/10/2012 | 16:52·Atualizado em 30/06/2013 | 05:41
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A taxa de desocupação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou estabilidade no mês de setembro, em relação a agosto, tendo sido apurada em 4%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a menor taxa já apurada na RMBH para o mês de setembro, desde 2002, quando teve início a pesquisa, e a segunda menor taxa do país, em relação às seis regiões metropolitanas pesquisadas, atrás somente de Porto Alegre, com taxa 3,6%.

A taxa de desocupação refere-se à proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados. Na média nacional, esse percentual foi de 5,4%.

Mais rendimento

Segundo a PME, o rendimento médio real dos trabalhadores aumentou 2% em relação a agosto (R$ 1.735,25) e 9,3% em relação a setembro de 2011 (R$ 1.619,47), tendo sido apurado em R$ 1.770,20.

A pesquisa também apontou nível de ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) na RMBH de 58,7% em setembro, o maior do país. O levantamento apurou que o número foi de 49,1% em Recife, 52,5% em Salvador, 52,8% no Rio de Janeiro, 55,8% em São Paulo e 54,7% em Porto Alegre.

Para o coordenador do Observatório do Trabalho da Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (SETE), Igor Mendonça, a RMBH manteve resultados bastante positivos, o que de certa forma, era esperado pela alta de produção que ocorre no fim de ano, graças ao aumento do consumo e da renda das famílias nesta época.

“Trata-se de um desempenho alentador, pois o mercado não dava sinais, até então, de que seria positivo assim. Precisamos esperar a chegada de janeiro para saber o quão bem será o fim de 2012, mas as notícias devem ser muito boas”, pondera.