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Notícia

Tecnologia otimiza a certificação de granjas de reprodutores de suídeos em Minas Gerais

Uso de tablets agiliza e dá mais transparência ao trabalho dos fiscais agropecuários do Governo do Estado, vinculados ao Instituto Mineiro de Agropecuária

Terça-feira | 27/03/2018 | 11:31·Atualizado em 27/03/2018 | 07:59
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O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) deu início, neste mês, à certificação das Granjas Reprodutoras de Suídeos Certificados (GRSCs) com a utilização de tecnologia em dispositivo móvel, desenvolvida pelo próprio Instituto. Até então, o trabalho de campo para essa certificação era feito em formulários impressos.

Minas Gerais possui o quarto maior rebanho nacional de suínos, com cerca de 5,1 milhões de animais e o terceiro maior rebanho de matrizes fêmeas em reprodução, com 308.854 animais.
 

Fiscal do IMA já pode realizar a certificação eletrônica de uma granja de suídeos (Crédito: Divulgação/IMA)

Nesse contexto, as GRSCs assumem importante função, pois as granjas são certificadas como livres de peste suína clássica, doença de aujeszk, brucelose, tuberculose, sarna e livre ou controlada para leptospira. Essa condição as coloca no topo da pirâmide sanitária e genética da suinocultura brasileira como fornecedoras de matrizes, reprodutores e material genético de alta qualidade para o mercado.

No estado, há 29 dessas granjas que abrigam cerca de 39 mil reprodutores de suídeos certificados. 

Processo mais rápido e transparente

O uso da nova tecnologia trará transparência e agilidade ao processo de supervisão para a certificação das 29 GRSCs. De acordo com o assessor da Diretoria Técnica do IMA, Bruno de Melo, o uso do dispositivo móvel padroniza as atividades, facilitando o trabalho dos fiscais no campo.

A partir de agora, os ficais agropecuários utilizarão tablets com os critérios de sanidade animal a serem avaliados como pré-requisito para a certificação. Ele explica que, para cada atividade realizada em campo, são disponibilizadas listas de verificações em substituição aos documentos físicos.

“O sistema não é apenas uma ferramenta de coleta de dados ou imagens, mas é também um instrumento de apoio técnico para nosso fiscal, orientando-o no passo-a-passo durante o trabalho de verificação nestas granjas”, explica o assessor.

Entre os critérios e condições avaliados estão a estrutura física do local, a adoção de práticas de biosseguridade, a assistência médica veterinária e o controle de trânsito dos animais. 

A fiscalização visando à certificação é feita semestralmente, numa primeira etapa, nos meses de março e abril. O segundo momento ocorre em setembro e outubro.

Investimentos

O diretor-geral do IMA, Marcílio Magalhães, ressalta que o Instituto vem investindo em novas tecnologias para o aprimoramento das ações desenvolvidas pela autarquia.

“Lançamos o Portal do Produtor no qual os próprios pecuaristas e agricultores podem emitir pela internet, por meio de senha pessoal, documentos que anteriormente somente eram obtidos presencialmente junto ao IMA", observa o diretor-geral.

Em outra frente, continua Magalhães, "as atividades dos fiscais agropecuários foram aprimoradas com a utilização de tablets e impressoras portáteis, sendo iniciado, nesse mês, na certificação das GRSCs. Essas iniciativas agilizam, agregam qualidade e imprimem mais transparência ao trabalho realizado pela autarquia em prol do agronegócio mineiro”, diz.

Biosseguridade

O IMA executa atividades de suporte ao setor por meio do Programa Nacional de Sanidade Suídea (PNSS), realizando diversas ações de defesa sanitária, com o objetivo de assegurar a sanidade do plantel suinícola.

A certificação das GRSCs é uma destas ações e tem como finalidade evitar o surgimento de doenças que possam acometer os animais, com prejuízos econômicos para os produtores rurais e comprometendo o fornecimento de produtos da suinocultura para os consumidores.

A médica veterinária do IMA, Júnia Mafra, argumenta que a certificação mantém um nível sanitário adequado nas granjas que comercializam, distribuem ou mantêm reprodutores suídeos, a fim de evitar a disseminação de doenças e garantir níveis desejáveis de produtividade.

“Somente suínos originados de GRSCs podem transitar com a finalidade de reprodução. Os médicos veterinários do IMA são altamente capacitados para o processo de certificação dessas granjas”, afirma.