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Notícia

Tecnologia promove acessibilidade aos deficientes visuais na capital mineira

Sinais sonoros permitem travessia segura em faixas de pedestres para pessoas com deficiência visual, baixa visão e idosas

Terça-feira | 04/04/2017 | 12:00·Atualizado em 04/04/2017 | 11:46
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A BHTrans, empresa municipal responsável pelo transporte público e trânsito de Belo Horizonte, em conjunto com o Instituto São Rafael e o Movimento Unificado de Deficientes Visuais (Mudevi), está instalando, em travessias de faixas de pedestres da capital, o sinal sonoro em semáforos. O dispositivo auxilia na travessia mais segura para pessoas com deficiência visual, baixa visão e idosas.

Desde o dia 23 de março as travessias na Praça Sete de Setembro, no centro de Belo horizonte, já contam com a indicação sonora, que mostram o momento adequado e seguro para atravessar as avenidas Afonso Pena e Amazonas.

O primeiro teste foi a instalação na porta do Instituto São Rafael, na avenida Augusto de Lima, quando foram adequados os volumes sonoros atendendo às demandas indicadas por professores e alunos do Instituto, com deficiência visual, e educadores que trabalham a mobilidade.

Crédito: Gilvan Marçal

Segundo a diretora do Instituto, Juliany Sena, essa tecnologia é uma antiga reivindicação da escola e do Mudevi. “Temos um grupo de orientação e mobilidade que sugeriu os pontos de instalação levando em conta a maior frequência de pessoas com deficiência visual”.

Para o presidente da Associação de Amigos do Instituto São Rafael, Juarêz Gomes Martins, o novo equipamento é “mais uma ferramenta para a independência das pessoas com deficiência visual”.

Quatro pontos da cidade estão com semáforos com indicação sonora: praça Sete, avenida Augusto de Lima com Contorno (Instituto São Rafael), avenida Paraná com rua dos Tamoios e rua Tupis com São Paulo. Novos locais para instalação já foram acordados com as referidas instituições. As próximas instalações estão previstas para a Praça da Liberdade e Mercado Central.

Para a diretora de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação, Ana Regina de Carvalho, este é mais um recurso tecnológico que gera segurança e amplia a participação social das pessoas com deficiência auditiva.

“É preciso melhorar ainda muita coisa, como as calçadas, a remoção de barreiras e obstáculos. Mas já é um passo”. A tecnologia, segundo a diretora, atende também ao público em geral, uma vez que o som pode também chamar a atenção de quem esteja distraído ao atravessar uma via.

Como funciona

De acordo com a BHTrans, na calçada, antes de realizar travessia, o equipamento de aviso sonoro (uma caixa amarela fixada no poste do semáforo para pedestres) irá emitir sons – “bip-bip”. Ele indica que a via está apta para a travessia segura do pedestre. Quando o tempo da travessia está terminando, o aviso sonoro fica mais acelerado, portanto, o pedestre saberá que aquele momento não é adequado e seguro para iniciar a travessia. Quando não há sons, indica que o semáforo está aberto aos veículos e fechado para os pedestres.