Toxicologia do João XXIII participa de congressos
Toxicologia do João XXIII participa de congressos
Cinco profissionais e três estagiários da equipe do Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII (HJXXIII), da Rede Fhemig, estão em Londrina, no Paraná, participando do XIII Congresso Brasileiro de Toxicologia, do Simpósio Brasileiro de Emergências em Toxicologia Clínica e do Simpósio Brasileiro de Agrotóxico, que acontece até esta quinta-feira, 4 de setembro. Os três eventos estão reunindo 80 convidados internacionais e nacionais, somando 458 trabalhos e 600 inscritos.
A equipe mineira estará apresentando oito trabalhos: “Intoxicação por isoniazida – relato de caso”; “Escorpionismo como diagnóstico diferencial de doenças cardio-respiratórias agudas na infância”; “Avaliação da gravidade e mortalidade relacionada ao escorpionismo por Tityos serrulatos de acordo com a faixa etária”; “Relato de caso de intoxicação exógena aguda por metanol após ingestão de bebida alcoólica”; “Escorpionismo grave em adulto – relato de caso”; “Queimadura por congelação causada por GLP – relato de caso”; “Soroterapia antirábica”; e “Pesticida do grupo dos carbomatos”. Todos os casos que serão relatados pela equipe do João XXIII foram acompanhados de perto pelos profissionais na própria unidade.
O Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII começou a funcionar há cerca de 30 anos, no Hospital Maria Amélia Lins, também da Rede Fhemig. Com a transferência em 1973 para o HJXXIII, passou a atender 24 horas por dia, naquela unidade, a pacientes agudamente intoxicados ou vítimas de animais peçonhentos.
Números
Dados coletados pela equipe do Serviço de Toxicologia do HPS permitem fazer um quadro regional das ocorrências de intoxicação. Isso acontece porque, referência no Estado, o Serviço presta atendimento também por telefone a profissionais de todas as regiões de Minas Gerais, dados que são incluídos nas estatísticas da equipe.
A intoxicação infantil é uma das que mais preocupam a equipe de Toxicologia do hospital. Substâncias tóxicas guardadas dentro de embalagens de refrigerantes e água mineral são grandes atrativos para as crianças, que não conseguem definir o que estão ingerindo. Nos dias de hoje, estas embalagens são utilizadas para armazenar desde shampoo vendido a granel até ácidos, detergentes e amaciantes, descolorantes de cabelo, água oxigenada e amônia. Além de não indicadas para esta finalidade, as embalagens normalmente ficam ao alcance das crianças, aumentando o perigo.
Números do Serviço de Toxicologia mostram que em 2002, 14,2% do total de atendimentos foram de crianças de 0 a 5 anos intoxicadas. Em 2001, a mesma faixa etária foi responsável por 16,4% dos atendimentos. Segundo o coordenador do Serviço de Toxicologia, Délio Campolina, as embalagens brasileiras melhoraram muito de qualidade, principalmente no que diz respeito ao lacre, que dificulta a abertura pela criança. Apesar disso, a negligência paterna continua causando acidentes. Uma criança que ingere água oxigena, por exemplo, pode ter lesões por queimadura na boca, esôfago e estômago podendo levar a outras ações no organismo.