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Videoconferência é usada em debate sobre Farmácia Popular

Quarta-feira | 21/01/2009 | 16:38·Atualizado em 12/06/2013 | 03:35
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BELO HORIZONTE (21/01/09) - O Fórum Metropolitano de Assistência Farmacêutica da Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte (GRS/BH) e o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig) realizaram nessa terça-feira (20), no auditório da Secretaria de Estado de saúde (SES), uma videoconferência para debater a expansão do Programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde.

Além de fazer parte da agenda de encontros do fórum, que foi criado em 1999 e é formado por representantes da área de assistência farmacêutica dos municípios jurisdicionados pela GRS/BH, este evento também foi uma das diversas atividades da semana em comemoração ao dia do Farmacêutico, em 20 de janeiro, programado pelo Sinfarmig.

Participaram do encontro diversos representantes da categoria farmacêutica, entre eles os membros do Fórum Metropolitano, profissionais da iniciativa privada e funcionários da GRS/BH.

Marcelo Azalim, farmacêutico e assessor da diretoria da GRS/BH, falou do orgulho da profissão e do importante papel deste profissional na sociedade. Em seguida, o diretor do sindicato, Rilke Novato Públio, parabenizou todos os farmacêuticos presentes pelo seu dia e lembrou da importância de um encontro como este para discutir o tema que tem gerado algumas dúvidas entre os profissionais da área. “Precisamos envolver o profissional farmacêutico nas discussões sobre o programa do ministério e conhecer mais de suas estratégias”, acrescentou.

O programa

Aqui tem Farmácia Popular é um programa do Ministério da Saúde e foi lançado em 2006 com o objetivo de ser uma expansão para o já existente programa Farmácia Popular do Brasil. Medicamentos para o tratamento da hipertensão, diabetes e anticoncepcionais são disponibilizados nas farmácias e drogarias privadas cadastradas ao programa, com preços até 90% menores dos que são cobrados nos estabelecimentos privados não-cadastrados. O objetivo é atingir a parcela da população que não busca assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), mas tem dificuldade para manter tratamento medicamentoso devido ao alto preço dos remédios.

A assessora técnica Fernanda Junges apresentou aos participantes da videoconferência informações e esclareceu dúvidas. Segundo ela, este programa não tem o objetivo de substituir a gratuidade dos medicamentos dispensados pelo SUS nos postos de saúde, mas sim ser mais uma opção para aquisição deles pela população. Fernanda falou também das verificações feitas pelo ministério nos estabelecimentos credenciados, no sentido de fiscalizar possíveis irregularidades. “Utilizamos diversos mecanismos para realizar esta análise técnica, como solicitação de cupons fiscais, visitas e entrevistas in loco, carta ao usuário, entre outros”, exemplificou.

Das 28 Gerências Regionais de Saúde da SES, 18 estavam conectadas à videoconferência e puderam tecer comentários e encaminhar perguntas relacionadas ao tema. Ao final do evento os participantes fizeram um debate.

Aliados na luta contra a dengue

Durante o encontro, o diretor do Sinfarmig aproveitou para apresentar e distribuir para o público presente uma cartilha, lançada recentemente pela entidade, que faz parte da campanha Farmacêuticos contra a dengue, idealizada pelo Sindicato. “Lançamos esta campanha com o objetivo de inserir os profissionais farmacêuticos na campanha de prevenção e combate à dengue no Estado, reforçando a campanha já desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde”, ressaltou Rilke.

O material também é distribuído nas farmácias e drogarias do Estado, escolas de farmácia e conselhos de saúde.