3º Fala Ciência, na Fapemig, terá workshop sobre a tecnologia 5G
O padrão da nova geração da comunicação móvel vai ser definido em 2020, mas instituições de pesquisa e empresas do mundo todo já apontam os caminhos das tecnologias que serão empregadas no desenvolvimento e aplicações do 5G.
Os cenários atuais e futuros das comunicações móveis serão tema no 3º Fala Ciência – Curso de Comunicação Pública da Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizado na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), em Belo Horizonte.
Na próxima quinta-feira (24/11), o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) vai oferecer um workshop gratuito que abordará estes cenários, assim como vai explorar padrões, requisitos, aplicações e outros detalhes sobre o tema. O curso faz parte do 3º Fala Ciência. Inscreva-se agora, as vagas são limitadas!
O Inatel, sediado em Santa Rita do Sapucaí (MG), lidera essas pesquisas no estado por meio do Centro de Referência em Radiocomunicações. O CRR, como é chamado, foi criado em um projeto envolvendo o Governo federal, a Finep e o Inatel, com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações – Funttel, e conta com mais de 30 profissionais voltados para o trabalho de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
O CRR concentra pesquisas em comunicações móveis de 5ª geração (5G), comunicações via satélite, acesso banda larga sem fio e radiocomunicação ponto a ponto de longo alcance e grande capacidade.
O Instituto já realiza trabalhos em conjunto com instituições europeias, em especial com a Universidade de Dresden, na Alemanha, considerada um dos mais importantes centros de desenvolvimento da tecnologia 5G no mundo.
"Pela primeira vez podemos dizer que o Brasil está caminhando junto com o mundo para o desenvolvimento de uma tecnologia que vai mudar tudo o que conhecemos até então de comunicação móvel. Estamos contribuindo para a definição de um padrão global", explica o coordenador geral do CRR, José Marcos Câmara Brito.
O mesmo aconteceu no início dos anos 2000, quando o Inatel “respirou” TV Digital. Os pesquisadores avaliaram os padrões já existentes no mundo e tiveram papel importante nas adequações necessárias para que a tecnologia fosse implantada no Brasil. No momento, não existe padrão de 5G no planeta todo, por isso, é uma grande oportunidade de contribuir para um padrão mundial e ainda atender às necessidades específicas do Brasil para a comunicação móvel.
5G na prática
Pode parecer estranho falar em 5G quando nem mesmo as outras gerações de comunicação, como 4G e até 3G, estão efetivamente implantadas. Mas o fato é que a nova geração de comunicação móvel já tem data para chegar: 2020.
A data foi determinada pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), responsável também por definir o padrão desta nova rede que todos os países terão que seguir. Até este dia chegar, são as pesquisas científicas, como as desenvolvidas no Inatel e em grandes centros mundiais, que vão apontar quais são os obstáculos a serem vencidos, as reais necessidades e as aplicações para o 5G.
O 5G poderá ser utilizado em várias demandas: para aumentar a taxa de dados e informações que o usuário recebe no celular; no ingresso de "coisas" na rede (a denominada Internet das Coisas), com a comunicação cada vez mais comum entre máquinas; na chamada internet tátil, com o controle de objetos a partir da tela dos smartphones e a integração dos dispositivos de realidade aumentada no nosso cotidiano; e no desafio de aumentar a cobertura de acesso à rede sem fio em áreas de baixa densidade populacional, algo crítico para países de grande dimensão como o Brasil.
"O que os vários centros de pesquisa estão estudando são as formas de atender a esses cenários e as necessidades específicas para essa implementação e, assim, poder elaborar uma proposta de modelo de referência mundial", explica o coordenador de pesquisa do CRR, Luciano Leonel Mendes.
Confira os tópicos abordados no curso, das 13h30 às 17h30:
Parte I - Introdução: Evolução das gerações; Quando será o 5G?; Cenários atuais e futuros para comunicações móveis; Contexto; O que motivou o 5G; O que será o 5G segundo a ITU; 5G x LTE-A; Aspectos importantes.
Parte II- Cenários x Requisitos x Aplicações: Cenário: Alta vazão, baixa latência, comunicações entre máquinas, acesso a áreas remotas; requisitos x cenários e requisitos x cenários x aplicações.
Parte III - Grupos de Pesquisa: Financiados pelo FP7 – METIS e outros; 5G PPP; 4G Américas; 5GMF.
Parte IV- Visão da Indústria: Ericsson; Nokia; Huawei e Samsung.
Parte V - Possíveis Tecnologias: Tendências; tecnologias apontadas pelo Report ITU-R 2320-0, tecnologias para melhorar a interface de rádio; tecnologias para prover serviços emergentes; Tecnologias para melhorar a experiência de usuário; tecnologias para melhorar a eficiência energética da rede; tecnologias de rede e outras tecnologias.
Parte VI - Desafios: Alguns desafios mencionados nos trabalhos referenciados; paradigma; gerenciamento de interferência; gerenciamento de mobilidade; infraestrutura de rede móvel e aspectos fundamentos do projeto envolvendo gerenciamento de interferência e mobilidade.