Câmaras de Avaliação da Fapemig passam por reestruturação para garantir mais agilidade e representatividade

Medida expande número de membros e especialidades com objetivo de otimizar tempo de resposta aos pedidos de fomento

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Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado
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Pesquisadores e instituições mineiras terão respostas mais rápidas e maior representatividade temática e institucional ao submeterem propostas de fomento à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Foi anunciada a reestruturação das Câmaras de Avaliação de Projetos - responsáveis por analisar, quanto ao mérito científico e técnico, os pedidos de fomento, apoio e incentivo. A partir de agora, a Fapemig contará com 35 câmaras, divididas por áreas do conhecimento e especialidades. 

A mudança foi oficializada com a publicação da Deliberação N° 231, de 2026, no Diário Oficial de Minas Gerais.

Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado, o objetivo é garantir a excelência nas avaliações e pareceres que orientam as ações de fomento.

“Na prática, os pesquisadores mineiros vão perceber maior rapidez na tramitação dos processos e sentir que seus projetos, independentemente da especialidade temática, serão avaliados por colegas que entendem do assunto”, ressaltou.

Representatividade temática e institucional

Anteriormente, a Fapemig contava com 12 Câmaras de Avaliação de Projetos. Após a Deliberação, as elas foram reorganizadas por áreas do conhecimento e fragmentadas em novas câmaras, sendo elas 28 temáticas, quatro de inovação, duas interdisciplinares e uma de políticas públicas. A lista completa está disponível neste link.

Segundo Cançado, a mudança teve três motivações principais. A primeira, como mencionado, foi a necessidade de maior agilidade. Apenas em 2025, as Câmaras de Avaliação de Projetos da Fundação analisaram mais de 6 mil propostas.

O maior número de câmaras e, consequentemente, de especialistas para a análise técnica dos processos, permite que as avaliações sejam feitas de acordo com os cronogramas estabelecidos.

O segundo motivo está relacionado à representatividade temática. As 12 câmaras existentes representavam áreas muito amplas, gerando subrepresentatividade temática. A partir de consultas às próprias câmaras e estudos que levaram em consideração a quantidade de processos analisados no ano passado, chegou-se à proposta de 35.

Por fim, considerou-se a representatividade institucional. “Minas Gerais possui muitas instituições de ensino e pesquisa, e queremos que elas estejam conosco nesse trabalho, agregando diferentes olhares”, diz Cançado.

Próximos passos

A Fapemig está envolvida, agora, com o convite aos membros das câmaras criadas. A indicação de nomes foi feita pelas pró-reitorias das Instituições de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (ICTMGs) e estão sendo avaliados pela Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da fundação.

Entre os critérios que irão pautar essa escolha estão diversidade institucional e territorial; presença de representantes de ICTs estaduais e federais, centros tecnológicos, unidades EmbrapII, laboratórios estratégicos, empresas inovadoras e organizações da sociedade civil atuantes em CT&I; pluralidade formativa e disciplinar; e a busca de paridade de gênero e equilíbrio regional.



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