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Modelo de gestão faz da educação básica de Minas a melhor do país, afirma a revista Época

Série especial destaca a consolidação da rede estadual de ensino. Hoje, em Minas, mais de 90% dos alunos estão no nível recomendável de alfabetização

Segunda-feira | 28/04/2014 | 12:27·Atualizado em 28/04/2014 | 12:28
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A Revista Época, dando sequência à apresentação de uma série de publicações sobre casos de sucesso e de eficiência em políticas públicas, divulgou uma reportagem especial sobre a educação básica em Minas Gerais. Tido como referência em Boas Práticas de Governo no segmento educacional, o Estado é caracterizado pela revista como aquele que tem a melhor educação básica do país, sobretudo pelos resultados em avaliações de desempenho e outros programas. O segredo para isso, como destaca a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, está na adoção do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP). "Em Minas Gerais, o foco é a pedagogia", sinaliza Ana Lúcia, em depoimento à Época.
 
O PIP entrou em cena nos primeiros anos do ensino fundamental, ainda em 2007. Desde então, o sistema tem sido capaz de medir, além do desempenho de cada escola, o aproveitamento de cada aluno. A ação é uma forma de apoiar o desenvolvimento de estudantes e professores, com base nos resultados do Ideb e, principalmente, do exame aplicado apenas em Minas Gerais, o Proalfa. Dessa maneira, a iniciativa permite identificar e corrigir possíveis problemas e propor ações de melhoria. Ao todo, são 1.800 colaboradores atuantes no processo conduzido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) em Minas.
 
O salto da educação pública no Estado, portanto, como aponta a revista, tem a ver com um modelo de gestão diferenciado, que já abarca, por exemplo, resultados como a ampliação do nível de alfabetização e compreensão de textos nas escolas estaduais, que saltou de 48,6% para 92,3%, de 2006 a 2013. "É preciso começar lá embaixo, pelos anos iniciais", afirma a secretária Ana Lúcia Gazzola.