PIB de Minas Gerais atinge recorde de R$ 1,157 trilhão em 2025
Crescimento real de 1,4% foi puxado pelo desempenho da agropecuária, da indústria extrativa mineral e dos serviços
Minas Gerais encerrou 2025 com o Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 1,157 trilhão, um recorde na série histórica e alcançando um crescimento real de 1,4% em relação a 2024, quando o resultado do indicador econômico do estado foi de R$ 1,06 trilhão. O PIB mineiro ultrapassou R$ 1 trilhão pela primeira vez em 2023.
O resultado do ano passado foi publicado pela Fundação João Pinheiro (FJP), nesta terça-feira (17/3), e as informações detalhadas do relatório estão disponíveis no Informativo Técnico da instituição.
Os resultados positivos da agropecuária, das indústrias extrativas e de transformação, do comércio e transportes e dos serviços contribuíram para o resultado recorde da economia. Na média anual, Minas teve uma participação de 9,1% no PIB brasileiro. No quarto trimestre do ano passado, o PIB foi estimado em R$ 287,2 bilhões, com um crescimento nominal de 3,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa, a análise publicada pela FJP acompanha outros resultados alcançados pelo Governo de Minas no ano passado. "O ano de 2025 foi excepcional para a economia mineira, em que pudemos alcançar as marcas de mais de R$ 500 bilhões em investimentos privados atraídos e 1 milhão de empregos gerados desde o início desta gestão. Assim, conquistamos um objetivo primordial que é converter crescimento econômico em geração de oportunidades para a população mineira", celebra.
Agropecuária lidera o crescimento da economia mineira
Em 2025, a agropecuária registrou expansão real de 3,2%, com valor adicionado bruto (VAB) estimado em R$ 98,2 bilhões. Apesar da retração nas colheitas anuais das safras de café, feijão e cana-de-açúcar, o setor foi compensado pela produção mais elevada de soja, milho, batata-inglesa, leite, abate de suínos, ovos e insumos para a fabricação de papel e celulose e para metalurgia.
Respondendo por quase dois terços da economia estadual, os serviços acumularam R$ 635,6 bilhões em VAB no ano passado, registrando um crescimento real de 1,6% em relação ao ano anterior. Todas as quatro atividades apresentaram alta: comércio (+1,7%) – com destaque para o aumento de vendas em produtos farmacêuticos, médicos e cosméticos –, transportes (+2,3%), administração pública (+0,5%) e outros serviços (+2,1%) – alta registrada nas atividades imobiliárias e serviços financeiros, de informação e comunicação.
Já as atividades industriais apresentaram crescimento médio de 0,3% no acumulado do ano, com destaque para as indústrias extrativas (+3,1%) e as indústrias de transformação (+0,6%). A produção de minério de ferro, a fabricação de alimentos e a metalurgia predominaram no setor que, ao todo, teve o VAB estimado em R$ 278,1 bilhões em 2025.