Audiovisual mineiro começa a receber recursos do edital “Olhar Independente”
Uma boa notícia para o setor audiovisual em Minas: as obras seriadas e não-seriadas selecionadas pelo edital “Olhar Independente” começam a ter seus contratos disponibilizados. A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) e a Empresa Mineira de Comunicação (EMC) estão intermediando e acompanhando o processo junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), que vai da contratação ao licenciamento.
São animações, documentários e ficções que recebem recursos para produção, além de espaço para serem exibidos na Rede Minas, que integra a EMC. A emissora pública do estado é um importante espaço na TV aberta para mostrar trabalhos de cineastas mineiros.
Os projetos recebem recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav), do governo federal. Já firmaram contrato 11 iniciativas. Dessas, seis receberam pagamentos após quase quatro anos, com valores que totalizam quase R$ 4,5 milhões.
“Estamos com foco no estímulo e na recuperação do setor audiovisual em Minas. A cadeia produtiva do segmento no estado ainda está paralisada e esse edital estava sendo aguardado há muito tempo. É um avanço que permitiu acelerar contratos para possibilitar os pagamentos e a posterior exibição dos projetos”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
Histórico
O processo, que começou com edital publicado em 2017, contou com a participação fundamental da Secult, por meio da EMC, para retomar o andamento e fomentar a área. Os diretores e produtores selecionados têm 24 meses para concluir os trabalhos. Uma das obras que estava em processo de finalização deve ser exibida na Rede Minas ainda este ano.
A iniciativa vai ao encontro da necessidade urgente do setor, hoje estagnado devido à pandemia. “O papel da Empresa Mineira de Comunicação para a unificação das políticas do audiovisual do Estado passa, também, pelo acompanhamento desses passivos há anos aguardados pelos produtores independentes”, explica o presidente da EMC, Sergio Reis.
Segundo a vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec), Aryanne Ribeiro, que também representa o segmento audiovisual no estado, “a intervenção da EMC está sendo crucial para destravar os recursos do ‘Olhar Independente’”.