Emater estimula piscicultura no Vale do Jequitinhonha

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Parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Secretaria Municipal de Agricultura e agricultores familiares  vai estimular o desenvolvimento da piscicultura no município de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha.
 
O projeto consiste na implantação de duas unidades demonstrativas em sistema de tanque escavado nas quais produtores beneficiados foram orientados a produzir lambari rosa. 

Uma das unidades foi implantada na propriedade de Cleusdete da Silva Pereira. Ela trabalha com o marido e dois filhos na produção de queijo, mandioca de mesa, milho verde, mamão e doce de leite. Além de vender produtos na feira livre de Itaobim, a família de agricultores comercializa mandioca e milho verde por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). 

Na ação de estímulo à piscicultura, a propriedade recebeu um tanque com capacidade para 11 mil alevinos. A obra foi executada pela prefeitura e a família aproveitou uma bomba d’água antiga. Assim, o investimento para iniciar a atividade ficou em torno de R$ 1,7 mil, valor utilizado na compra de 5 mil alevinos e 50 quilos de ração. “Resolvi investir na piscicultura por sugestão da Emater-MG e, também, por não ter muito custo”, diz Cleusdete. 

Os alevinos foram soltos no tanque em abril deste ano. A primeira desova será em agosto. Cleusdete Pereira e a família estão otimistas. “Vejo que será lucrativo. Já vou até pedir mais um tanque porque não terei de gastar com a compra de mais alevinos”, diz a produtora.

Produção

Os produtores beneficiados com as unidades foram incentivados a criar lambari rosa, espécie com pouca oferta na região, mas de boa aceitação no mercado. A expectativa é que cada uma das unidades produza, num período de 120 dias, cerca de 250 quilos. 

“Os primeiros tanques escavados também servirão de tanque de reprodução das matrizes para que, já no mês de agosto, os alevinos possam ser retirados e instalados em outro tanque, evitando-se assim a compra de novos alevinos. Vale ressaltar que após o primeiro ciclo, que compreende 120 dias, as fêmeas já fazem a desova a cada 20 ou 30 dias, com cerca de 2 mil ovos”, explica Dajas Murta, extensionista da Emater. 

A previsão é que sejam construídos mais dois tanques, um em cada unidade.  As obras mais uma vez serão de responsabilidade da prefeitura de Itaobim, que também cuida do transporte dos alevinos. “Nós, da Emater, cuidamos da mobilização, organização e seleção dos agricultores participantes. Também orientamos os operadores das máquinas quanto à abertura dos tanques e oferecemos toda assistência técnica aos piscicultores”, diz Murta.

O técnico ressalta que, além de oferecer uma nova fonte de renda para as famílias, as unidades servirão para divulgar e estimular a piscicultura na região. “A intenção é estender a atividade para outros produtores do município. Basicamente, o custo para o produtor está sendo a aquisição de alevinos e ração”, relata.