Estado debate mineração sustentável em seminário de cooperação entre Brasil e Alemanha

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A relevância da recuperação do meio ambiente no pós-mineração e o desenvolvimento econômico sustentável no setor produtivo minerário foram temas de um seminário on-line que teve a participação do Governo de Minas, representado por dirigentes do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). O evento foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Consulado da Alemanha no Rio de Janeiro.

Na quarta-feira (30/9), a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, e o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Renato Brandão, falaram sobre desafios da mineração sustentável em Minas Gerais e ouviram experiências bem sucedidas da Alemanha sobre reaproveitamento de áreas degradadas pela exploração minerária. Foi apresentada, ainda, a experiência do Instituto Inhotim, que também tem histórico de recomposição de áreas degradadas pela mineração.

Encontros

A série de encontros virtuais é uma iniciativa de cooperação bilateral entre Brasil e Alemanha para promover o desenvolvimento sustentável em territórios de mineração. Marília Melo pontuou que, ao se pensar em mineração sustentável em Minas, o modelo de extração baseado na geração de rejeitos precisa evoluir, especialmente, no reaproveitamento e na gestão da água. 

“A atividade minerária é muito importante economicamente e culturalmente para o nosso estado, mas precisamos buscar avançar nessa atividade com outras bases. Também é necessário pensar nesse modelo pós-atividade minerária, para que o uso do território seja apropriado”, afirmou.

Fechamento de mina

As regras de Minas Gerais para o encerramento de atividades de mineração e fechamento de minas foram abordadas pelo presidente da Feam, Renato Brandão. Ele destacou alguns desafios técnicos, como ajustes entre as legislações minerária e ambiental, o cenário de abandono de empresas, especialmente após receberem autuações, e a dificuldade de individualizar os responsáveis pelo passivo.

“Buscamos fomentar o estudo e o reconhecimento dos passivos ambientais da mineração, para assegurar usos futuros para aqueles espaços, mas que estejam alinhados com o interesse da população, do empreendedor e do Estado. A produção de energia fotovoltaica em áreas degradadas é uma dessas propostas”, disse.

O seminário ainda contou com apresentação da subsecretária de Turismo, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), Marina Simião. Ela reforçou que setores como Cultura, Turismo e Economia Criativa podem ajudar no processo de diversificação da matriz econômica de locais onde há  predominância da mineração. 

A íntegra do evento “Mining & Post Mining Sustainable Landscape” está disponível neste link. Para acessar ]a programação e as datas dos próximos quatro encontros virtuais, clique aqui.