Faop vence o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020

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A Fundação de Arte Ouro Preto (Faop) foi declarada vencedora do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Com ação intitulada “Formação de Restauradores em estreita relação com comunidades de Minas Gerais”, a fundação receberá, assim como outras 11 iniciativas, R$ 20 mil em recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A premiação tem abrangência nacional e é considerada a mais expressiva na área do Patrimônio Cultural brasileiro, reconhecendo anualmente ações de excelência no segmento. 

“Além de preservar nossa memória, a Faop se dedica a formar profissionais comprometidos com esse trabalho tão criterioso. Conquistar uma premiação tão relevante é um estímulo ainda maior para que a fundação siga firme na sua bela missão de preservar nossos bens e, certamente, nossa história”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo (Secult), Leônidas Oliveira.

Prêmio

A premiação recebeu mais de 515 inscrições. Os vencedores do prêmio são de Minas Gerais, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco, Amapá e Rio Grande do Norte. Além disso, cinco ações de Ceará, Bahia, Espírito Santo, Tocantins e Rio Grande do Sul vão receber menções honrosas pelo trabalho desenvolvido.

Todos os projetos passaram por análises regionais e pela apreciação da Comissão Nacional de Avaliação, composta por 21 membros, entre eles os cinco diretores do Iphan e seu presidente. 

Ação da Faop 

A fundação venceu na categoria 1: Ações de excelência no campo do Patrimônio Cultural de natureza material, segmento II – Administração direta e indireta municipal.

A  intenção da iniciativa é promover a formação de técnicos conservadores-restauradores, articulada com a preservação de acervos comunitários. Além disso, o projeto visa deixar um legado para as comunidades e para os alunos que, desde o início da formação, convivem com a valorização e a diversidade da herança cultural brasileira, atuando efetivamente na preservação de seus bens culturais móveis. 

Como funciona

Os alunos do Curso Técnico em Conservação e Restauro da Faop são estimulados a interagir com a comunidade local durante o estágio supervisionado obrigatório, juntamente com as práticas de ateliês.Nesta etapa da formação o aluno realiza atividades em três áreas, papel, escultura policromada e pintura de cavalete. O estágio termina com a conclusão dos processos de restauro e a entrega dos relatórios finais. 

Esta estratégia de ensino-aprendizagem propicia aos alunos formação consistente, fortalecendo a segurança para atuação no mercado de trabalho e, às comunidades guardiãs, o tratamento necessário e adequado aos seus acervos, propiciando longevidade à preservação dos bens. 

“A ação desenvolvida pela Faop reforça a sua missão institucional, de formar cidadãos para atuar com excelência na preservação de bens culturais em um trabalho que dialoga com as comunidades guardiãs”, afirma a presidente da fundação, Júlia Mitraud.

Restauro

O processo de restauração é gratuito. A comunidade arca somente com os custos relativos a serviços de terceiros tais como transporte, marceneiro ou escultor especializado para estruturação e complementação de suporte. O acervo permanece na Faop por 24 meses. 

Durante esse período, a comunidade é convidada a visitar e acompanhar os pro­cedimentos que estão sendo realizados. Na oportunidade, visitam os ateliês, onde conhecem as diversas etapas dos processos de restauro.