IEF assina acordo para ampliar projeto Mutum
O Projeto Mutum, que promove proteção, criação em cativeiro e reintrodução, na natureza, de aves da fauna silvestre ameaçadas de extinção, será ampliado. O Instituto Estadual de Florestas (IEF) firmou acordo de cooperação técnica com a Celulose Nipo-Brasileira S/A (Cenibra), nessa quinta-feira (18/2), para desenvolvimento de atividades de conservação, preservação, pesquisa e educação ambiental dentro do escopo do projeto, que é desenvolvido pela empresa desde 1990.
A iniciativa já mantém atividades na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Macedônia, no município de Ipaba, no Vale do Aço, e será estendido para a região de Ponte Perdida, área vizinha ao Parque Estadual do Rio Doce. O trabalho conjunto permitirá o fortalecimento das ações do IEF voltadas à conservação da fauna silvestre.
O acordo prevê a reintrodução das aves Crax blumenbachii, Aburria jacutinga e Tinamus solitarius, popularmente conhecidos como mutum do-sudeste, jacutinga e macuco, todas da fauna silvestre ameaçadas de extinção. Com a iniciativa, o IEF também atende aos objetivos gerais do Plano de Ação Nacional Aves da Mata Atlântica, que inclui as três espécies abrangidas pelo projeto.
O acordo também possibilita ampliar a soltura de animais silvestres para as áreas localizadas no entorno de Unidades de Conservação de Proteção Integral, permitida exclusivamente nos casos em que são vinculadas a projetos científicos conservacionistas de interesse do IEF e previamente aprovados pelo instituto.
Parceria
A assinatura do acordo ocorreu em reunião virtual realizada por representantes do Sistema Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e da empresa. Participaram do encontro a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo; o diretor-geral do IEF, Antônio Malard; o diretor-presidente da Cenibra, Kazuhiko Kamada, além de servidores do Sisema e funcionários da empresa.
O diretor-geral do IEF, Antônio Malard, ressaltou que o órgão sempre busca parcerias para desenvolver melhor seu trabalho e entregar para a sociedade mineira produtos de qualidade. “O projeto vai além da preservação e da conservação, trabalhando também com pesquisa e educação ambiental”, destacou.