IMA recebe auditoria federal sobre vigilância contra a febre aftosa
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), recebeu, neste mês, auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para alinhamento do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), regido pelo órgão federal. A atividade faz parte do acompanhamento do Departamento Nacional de Saúde Animal para adequações e melhorias.
Segundo a diretora técnica do IMA, Cristiane Santos, a auditoria do Mapa estabeleceu alguns pontos para adequação que abrangem desde áreas administrativa, estrutural, financeira e educativa até atividades relacionadas a todos os programas de sanidade da área técnica animal.
A diretora técnica pontua que as melhorias no serviço como um todo dependem das adequações como relatórios mais completos e que ajudem o fiscal a ter uma visão dos pontos críticos em cada município ou com cada programa.
Retirada da vacinação
O Plano Estratégico do PNEFA tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, ampliando zonas livres da doença sem vacinação e protegendo o patrimônio pecuário nacional. Está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), convergindo com os esforços para a erradicação da doença na América do Sul.
Minas compõe o Bloco IV junto com Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. Os estados buscam a retirada da vacinação contra a febre aftosa em seus rebanhos. Atualmente, Minas é zona livre de febre aftosa com vacinação e possui reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OIE), o que mantém importantes acordos internacionais.
O futuro status sanitário vai abrir ainda mais as fronteiras. “O diálogo com entidades do setor privado, associações de criadores e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) é essencial para conquistarmos esse marco tão importante para o estado, abrindo novos mercados para a exportação da carne”, projeta a diretora-técnica do IMA.
Diante do enfrentamento da pandemia, o IMA alinha junto à Comissão de Coordenação dos Grupos de Estado (CCGE) o cronograma de fóruns on-line para se comunicar com produtores rurais, representantes de diversas instituições envolvidas na cadeia produtiva do setor, médicos veterinários da iniciativa privada, pecuaristas, agroindústrias, além do comércio e prestadores de serviço. O objetivo é juntar esforços e fortalecer parcerias entre setores público e privado para a conquista do novo status sanitário.