Piscicultura ornamental se prepara para período de reprodução dos peixes
A região da Zona da Mata Mineira é a maior produtora de peixes ornamentais no Brasil, com grande concentração de piscicultores nos municípios de Barão do Monte Alto, Eugenópolis, Miradouro, Muriaé, Patrocínio do Muriaé, Rosário da Limeira, São Francisco do Glória e Vieiras.
Com o Centro de Referência em Piscicultura Ornamental de Água Doce, campo experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Leopoldina também entrou no circuito e passou a gerar informações, difundir tecnologias e buscar por linhagens, matrizes qualificadas e rações balanceadas que contribuam para a consolidação da atividade.
“O objetivo é desenvolver pesquisas que ajudem os produtores a superar as dificuldades encontradas em seus sistemas de produção, fazer treinamentos e produzir materiais genéticos de qualidade”, destaca o pesquisador em piscicultura Alexmiliano Vogel de Oliveira.
Atividade
O centro começou a preparação com base na proximidade de entrada do período de reprodução dos peixes. “Em nosso estoque temos kinguios das variedades Telescópio, Telescópio Preto, Oranda, Oranda Cálido, Ryukin e Pérola”, conta Oliveira.
Segundo ele, matrizes e reprodutores já estão separados e recebendo alimentação diferenciada. “Ração e alimento vivo (daphnias) para as matrizes e, para os machos, somente ração. Além disso, ninhos artificiais estão sendo confeccionados e terão sua eficiência comparada ao uso de aguapés (método tradicional)”, completa o pesquisador.
Alexmiliano explica que, após a reprodução, os alevinos serão selecionados pela forma do corpo, cauda e cor. Parte deles será criada para a integrar o plantel de reprodutores da Epamig e, os demais, serão vendidos a partir de novembro/2021. “Além disso, vamos adquirir novas linhagens de kinguios para aumentar e diversificar o plantel de reprodutores”, afirma o pesquisador.