Propostas inovadoras recebem homenagem no 4º Prêmio Boas Práticas

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Seis propostas inovadoras desenvolvidas por entidades públicas e privadas foram homenageadas na 4ª edição do Prêmio Boas Práticas Ambientais, promovido anualmente pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).

Com o tema “Tecnologias Sociais e Sustentáveis”, a premiação contemplou os projetos em duas categorias distintas que, por meio da inovação tecnológica e das tecnologias sociais, buscam oferecer soluções sustentáveis às principais questões ambientais em diferentes partes do estado (Clique aqui e confira os vídeos de apresentação de cada um dos projetos vencedores).

Inovação tecnológica

A categoria “Melhor Prática ou Projeto de Inovação Tecnológica voltado ao Meio Ambiente” contou com três premiações. O projeto “Membranas recicladas de baixo custo no tratamento descentralizado de água e de esgoto em situações de vulnerabilidade socioeconômica e ambiental”, desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi contemplado com o primeiro lugar desta edição.

A iniciativa propõe a reutilização de membranas oriundas de processos de dessalinização no tratamento de água. Por meio de um processo de oxidação química de baixo custo, desenvolvido pela equipe responsável pelo projeto, as membranas de osmose inversa em final de vida útil são recicladas e passam a apresentar um desempenho típico de membranas novas de ultrafiltração, com um custo de 1% em relação ao valor de módulos novos.

O segundo lugar ficou com o Instituto Refloraguas do Brasil, que promove a construção de mini barragens destinadas à contenção das águas de chuvas, equipadas com tubulação de controle de vazão e voltadas à recuperação do Rio Machados/Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.

Os sistemas de captação de água das chuvas são utilizados para aumentar a umidade do solo, evitar enchentes e erosões, reabastecer lençóis freáticos e garantir a disponibilidade permanente de água em uma região marcada pela escassez hídrica. A iniciativa desenvolve também ações de conscientização junto à população do povoado de Machados sobre a importância da manutenção das áreas de proteção ambiental e recarga hídrica, além de executar o plantio de mudas de espécies adequadas à região, visando acelerar o processo de recomposição da vegetação nativa nas áreas objeto das ações do projeto.

Encerrando a lista de premiados da categoria, a Prefeitura de Unaí, no Noroeste de Minas, foi contemplada com a terceira colocação pelo projeto “O isopor ia virar lixo, virou benefício!”. A iniciativa promove a destinação ambientalmente adequada das embalagens de isopor das marmitas oferecidas aos detentos do Sistema Prisional de Unaí. Após trituração em flocos, o material é utilizado na confecção dos moldes e fabricação de bloquetes de concreto leve em substituição à areia, sendo empregado na construção civil local.

Tecnologias sociais

Outros três projetos foram contemplados na categoria “Melhor Prática ou Projeto de Tecnologia Social com Impactos Positivos no Meio Ambiente”. A Prefeitura de Glaucilândia, no Norte de Minas, recebeu a primeira colocação pelo projeto “Reciclar: menos lixo, mais segurança alimentar”.

A iniciativa tem como objetivo não apenas a coleta, mas também a reciclagem dos resíduos sólidos produzidos pela população local, incentivando os moradores a realizar a separação dos recicláveis, que é coletado por equipes da Prefeitura. Em troca, o morador participante recebe mudas frutíferas, pintinhos de galinha ou detergente, no caso de coleta de óleo saturado.

O Movimento Pró Rio Todos os Santos e Mucuri levou o segundo lugar com o projeto “10 envolver: Saneamento Básico Rural”, que promove o acesso ao saneamento básico a agricultores familiares em municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M), por meio da difusão de tecnologias sociais, do fomento de políticas públicas e da promoção de educação ambiental. A partir da instalação de Fossas Sépticas Biodigestoras (FSBs), voltadas ao tratamento de água sanitária e conversão em biofertilizante, o projeto amplia a estrutura de saneamento nos municípios atendidos. Cada FSB leva apenas quatro dias para ser construído, com um investimento médio de R$ 2.700,00.

O terceiro lugar ficou com o projeto “Coleta Seletiva Solidária”, desenvolvido pela Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reaproveitáveis de Ouro Branco, município localizado na Região Central do estado. Por meio de ações coordenadas junto aos setores público e privado, a associação implantou um sistema de coleta seletiva na Escola Municipal Livremente, promovendo também atividades de educação ambiental junto aos alunos, que recebem sacolas retornáveis para armazenar materiais recicláveis em casa e retorná-las à escola para que a Ascob faça a coleta.

Adesão recorde

Apesar da pandemia de covid-19, o Prêmio de Boas Práticas teve nesta edição um incremento de 56,67% no número de projetos inscritos em relação à edição anterior, passando de 30 (em 2019) para 47 (em 2020).

O Prêmio Boas Práticas Ambientais visa reconhecer, incentivar e divulgar ações e projetos de conservação, preservação e recuperação do meio ambiente e dos recursos hídricos promovidos por pessoas físicas e jurídicas em Minas Gerais, sendo realizado anualmente, com a temática alterada a cada edição. As inscrições são gratuitas e realizadas de forma simplificada e on-line, conforme regulamento publicado a cada edição.

Confira depoimentos e outros detalhes em www.meioambiente.mg.gov.br.